Vizinhos satisfeitos com o regresso do NC à sua rua

“Ainda bem que vou voltar a ter companhia”, diz Isabel Peixoto, com a esperança de que com o jornal regresse também um maior movimento de pessoas na zona
0
72

O Notícias da Covilhã, que há 106 anos começou a ser impresso na Rua Comendador Mendes Veiga, em 1924 chegou a ter a redacção instalada na Rua Vasco da Gama e em 1962, há 57 anos, se mudou das instalações ao fundo das Escadas do Quebra-Costas para a então Rua de Santa Maria, regressa esta sexta-feira à artéria que em 1999 passou a chamar-se Rua Jornal Notícias da Covilhã.

Depois de quase quatro anos com a redacção a funcionar num edifício anexo do antigo hospital da cidade, no Alto de Santa Cruz, o semanário mais antigo do distrito regressa a casa esta sexta-feira, 24, e a vizinhança saúda a mudança. 

Maria Piedade Raposo, 87 anos, garante ter sentido a falta de movimento na rua desde que o NC deixou as suas instalações. 

“Ficámos aqui com a rua mais triste, porque o jornal dava vida aqui a isto e passava aqui mais gente, por isso vou gostar de os ver voltar”, diz a residente, junto ao estacionamento do NC, onde se destaca um mural do artista de rua catalão Kram.

Há hábitos difíceis de mudar, sobretudo de são costumes com mais de meio século, e Preciosa Maria, 53 anos, conta que durante os últimos anos houve sempre gente a continuar a ir à rua à procura do jornal. 

“As pessoas continuaram a vir aqui e nós dávamos informações, mas lá para cima é mais difícil ir. Notou-se quando o jornal foi embora e quando soube que voltavam fiquei contente, porque acho que a rua vai beneficiar, vai ficar mais animada. Vai ser bom ter aqui mais vizinhos”, considera Preciosa Maria. 

Mesmo em frente à porta do NC, localizado no rés-do-chão do Centro Cultural e Social da Covilhã, mora Isabel Peixoto, que se sente mais só desde que passou a ter menos gente com quem conversar. Apesar de casas terem sido recuperadas e de haver estudantes a residir perto, nota que os universitários têm horários muito próprios, não interagem e quase não os vê. 

(Acompanhe a reportagem na íntegra na versão impressa)

Ana Ribeiro Rodrigues

Deixe um comentário