“Vai ser uma programação cultural e não uma programação de entretenimento”

Rui Sena, covilhanense de 67 anos, foi escolhido para dirigir o futuro Centro de Inovação Cultural da Covilhã (CICC). O fundador do actual Teatro das Beiras e da Quarta Parede acredita que o novo equipamento, onde pretende fazer uma programação “diferenciada”, vai dar visibilidade à cidade. Ainda sem data para a inauguração nem orçamento conhecido, o trabalho tem sido constituir uma equipa de cerca de 12 pessoas para pôr em funcionamento a estrutura, que lhe parece “impossível” vir a ser a sede que qualquer companhia
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O que significa ser o primeiro programador do Centro de Inovação Cultural da Covilhã?

É uma grande honra reabrir um espaço que vai ser completamente renovado, com muito mais valências do que tinha e é um espaço que a cidade espera há muitos anos. É um grande desafio também para mim, um grande marco na minha carreira e estou extremamente feliz por poder aceitar este desafio, que sei que não vai ser fácil. Iniciar uma casa com a dimensão do Teatro Municipal da Covilhã e do centro de residências tem as suas dificuldades. Era altura de a Covilhã marcar uma posição que fosse mais visível sobre tudo o que se passa, e que já é muito. Muitas vezes diz-se que a Covilhã tem pouca programação. Eu acredito que ela esteja dispersa e acho que o Teatro vai dar essa visibilidade à cidade.

Que tipo de programação se pode esperar?

Vai ser uma programação diferenciada, que eu espero que consiga ter o equilíbrio das diversas disciplinas artísticas mas, essencialmente, vai ser uma programação cultural, como é evidente. É o que faz sentido.

Para todos os tipos de público?

Eu tenho sempre alguma dificuldade quando me fazem essa pergunta, porque quando falamos de cultura já estamos a reduzir de algum modo o leque. Há uma diferença grande entre o que é cultura e o que é entretenimento. Eu preferia dizer para todos os públicos que gostam de espectáculos de qualidade. Vai ser essencialmente uma programação cultural e não uma programação de entretenimento. Toda a comunidade tem de beneficiar de algum modo, agora, é difícil dizer se os espectáculos são para todos os públicos. Serão com certeza suficientemente diferenciados para termos uma grande parte da população no Teatro e espero que a comunidade também esteja inserida nos programas que iremos lançar, para que o Teatro seja na verdade da cidade e não seja só um Teatro de algumas pessoas. Quero que seja o mais abrangente possível.

 

Entrevista completa na edição impressa do NC.

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