Três dias de festa no Paul

Animação garantida em festa cultural
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Música, animação, tasquinhas, artesanato, poesia, visitas culturais e gastronomia. São estes os “ingredientes” para três dias no Paul, entre sexta-feira e domingo, com a 15ª edição da festa a que chamam de Bebiana, uma festa que a organização, a cargo da Casa do Povo local, classifica como “social e cultural” e não “uma festa de bêbados e copos”.

Segundo Cristóvão Galvão, da Casa do Povo do Paul, este ano o cartaz foi reforçado, nomeadamente com um grupo de cariz nacional, os Kumpania Algazarra, que actua em concerto no sábado, à meia-noite, com o objectivo “de chamar mais gente” ao Paul. Além desse grupo, também a presença dos Caretos de Podence é novidade. “São três dias de folia, mas sobretudo de divulgação da tradição e histórias do povo. O artesanato também terá grande aposta, pois já temos confirmados 31 lugares, entre artesãos e tasquinhas, um número superior ao ano passado” afirma. Cristóvão Galvão realça ainda a realização de uma tertúlia, no sábado à tarde, sobre a “luta feminista e as questões do género”, em parceria com a Coolabora, e o mercado bebiano, de velharias, que no ano passado “foi um sucesso”.

Leonor Narciso, da Casa do Povo, recorda que não existem registos escritos da origem da festa, mas recorda que, dos testemunhos conseguidos juntos de um ancião, há dez anos atrás, este transmitiu que a festa surgiu sobretudo devido aos pastores, que se juntavam em bando para ir provar o vinho novo. Entre os quais alguns que desciam nesta altura do ano a Serra da Estrela, de Seia e Loriga, e que acabaram por se fixar no Paul. “O ganhão, que era o senhor mais abastado, depois queria oferecer algo à população” frisa, lembrando também o carácter social da iniciativa, onde se recorda que nos anos 50/60 “nenhuma mulher podia estar perto da procissão”.

Gabriel Gouveia, presidente da Junta, afirma que uma actividade desta dimensão dá “muito trabalho”, diz que a autarquia apoia em termos financeiros e logísticos, e apela à participação. Pois “quem não passou por um só dia naquela festa, não sabe o que perde”.

(Notícia completa na edição papel)

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