Transdev vai receber 735 mil euros

Para garantir transportes na cidade nos próximos seis meses
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A Transdev vai receber 735 mil euros nos próximos seis meses para garantir os transportes urbanos da Covilhã, depois de a Covibus ter deixado de assegurar o serviço no final de Agosto, um ano depois do final do contrato de concessão. A autarquia fica com o valor da bilheteira, segundo o ajuste directo dado a conhecer na reunião provada da Câmara Municipal, realizada na manhã de sexta-feira, 11.

Adolfo Mesquita Nunes, o único vereador da oposição presente na reunião, considera o valor “desproporcional face aos valores pensados para os próximos dez anos da concessão”. “Nos próximos dez anos prevê-se gastar 800 mil euros por anos, aqui 735 mil por seis meses”, acentuou o eleito do CDS, que alerta para os termos do contrato distintos, em que durante a concessão é a empresa a ficar com o valor da bilhética e nos próximos seis meses, no acordo por ajuste directo, é o município a arrecadar esse valor.

O vereador do CDS frisou que desde que terminou o contrato de concessão, há um ano, e ficou com contratos temporários, a autarquia ficou numa posição contratual “frágil e dependente das ncondições que as empresas quiserem impor”.

Adolfo Mesquita Nunes pede à maioria socialista que termine rapidamente o concurso, “sendo certo que é importante olhar para o modelo de concessão previsto e ver se ele continua adequado, tendo em conta a realidade pandémica em que nos encontramos”.

“Quiseram extorquir-nos valores inadmissíveis”

Vítor Pereira não rejeita a possibilidade de virem a ser feitos ajustamentos ao caderno de encargos, embora, para já, adiante quais, uma vez que existem consultores a analisar a matéria.

O autarca não aceita as críticas de Adolfo Mesquita Nunes, por entender não ser “intelectualmente honesto” falar no processo do concurso público sem mencionar a pandemia, que veio “subverter os prazos”.

Vítor Pereira critica a Covibus, que em Julho informou o município não estar disponível para continuar a assegurar o serviço. “Não há passageiros e as empresas defendem-se”, realçou. Mas o presidente da autarquia censura a “postura” da concessionária, por ter querido empurrar “para um beco sem saída” a Câmara Municipal da Covilhã.

“Havia continuação do serviço nos mesmos moldes. Em finais de Julho desdisse e veio apresentar números inadmissíveis”, conta Vítor Pereira. Quiseram extorquir-nos valores inadmissíveis e incompatíveis com o interesse público”, acrescenta.

Sem adiantar qual o valor da proposta da Covibus, Vítor Pereira considerou estarem em causa “valores absurdos”, “astronómicos”, “uma coisa escandalosa”.

(Notícia completa na edição papel)

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