Tal como há 100 anos, um recomeço

Depois de surgir, em 1913, sob o título de “A Democracia”, em Maio de 1919, ou seja, há 100 anos, o semanário passou a chamar-se Notícias da Covilhã
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E 100 anos depois, um recomeço. Tal como na altura. O seu semanário assinala neste especial os seus 100 anos de vida desde que tem como título Notícias da Covilhã, embora a sua história seja bem mais longa, já que, em termos globais, o semanário já existe há 106 anos.

De facto, o NC surgiu nas bancas em Janeiro de 1913, sob a designação de “A Democracia”. Um nome que se manteve durante seis anos. Depois, a 19 de Maio de 1919, um novo começo, quando é publicada a primeira edição já sob o nome de Notícias da Covilhã, na altura dirigido pelo Cónego Manuel Anaquim, depois de o “A Democracia” desaparecer um ano antes, devido à prisão do seu director, António Catalão, às mãos do célebre administrador da Covilhã, Ferraz das Barbas. 

Com uma história ímpar na cidade, e na região, onde é o título mais antigo, o NC, ao longo dos anos, passou por diversas transformações. Impresso, primeiramente numa tipografia na Rua Comendador Mendes Veiga, em 1922 adquire maquinaria própria para dar origem à tipografia Notícias da Covilhã, que fica na travessa de São Tiago, ao passo que a redacção se situa na rua Vasco da Gama. Entre 1937 e 1938, o NC sofre uma interrupção temporária, “por motivos estranhos à nossa vontade”, lia-se no semanário, mas quando a 21 de Maio de 1955 o padre José de Andrade assume a direcção do jornal, este transforma-se. Um ano depois aparece nas bancas completamente renovado, com oito páginas, e a 5 de Maio de 1956 surgem, pela primeira vez, as primeira e últimas páginas impressas a cores. Nesse mesmo ano, em Agosto, dá-se uma renovação do parque gráfico da tipografia ao adquirirem-se algumas máquinas, entre elas uma Intertype. Máquina de composição mecânica ainda hoje património do NC.

A primeira mudança para Santa Maria

Em 1962, o NC muda-se definitivamente para as suas novas instalações, sitas na Rua de Santa Maria, 65, onde regressa agora. Onde cria as suas oficinas próprias, que deixam de existir em 2007, após uma profunda transformação na empresa, que abdica, por motivos económicos, da impressão própria para imprimir o semanário nas oficinas do Diário do Minho, até hoje. 

Na década de 80, já sob a direcção do saudoso António Mendes Fernandes, o NC adquire computadores Compu Set e a 25 de Junho de 1982 sai a primeira edição do NC impressa em Offset,abandonando definitivamente o processo tipográfico e passando a contar com 12 páginas por edição. Apesar de, a determinada altura, o NC adquirir um terreno no Parque Industrial para ali fazer as suas instalações, a verdade é que essa mudança nunca se chega a realizar e, em 1990, já com a direcção do padre José Almeida Geraldes, aposta num novo logótipo, e chega mesmo às 24 páginas, já num formato renovado. É a fase da modernização, com a compra de computadores, a inclusão de mais páginas, mais cor e uma redacção profissional, com muitos ex-alunos da UBI a passarem pelo semanário. 

A Rua Jornal Notícias da Covilhã

A 16 de Janeiro de 1999, a antiga Rua de Santa Maria passa a designar-se Rua Jornal Notícias da Covilhã., numa altura em que o semanário assinalava 87 anos de vida. Em 2001 o NC surge nas bancas com 32 páginas e uma imagem renovada. Passados 11 anos, o logótipo do NC é completamente remodelado assim como a apresentação gráfica de todo o jornal. Depois, surgem dificuldades económicas, que levam ao fecho da gráfica e apenas à manutenção da redação. O NC passa a ter presença regular na Internet, com página própria, entra também nas redes sociais e, há quatro anos atrás, muda de administração, que passa a estar soba égide da Santa Casa da Misericórdia. Deixa as instalações na rua com o seu nome, passa para o Alto de Santa Cruz, junto ao antigo hospital, numa década sob a liderança do padre Fernando Brito dos Santos, que com a morte de José Almeida Geraldes passou a director.

Em Dezembro de 2018, o bispo da Guarda, D. Manuel Felício nomeia o padre Luís Miguel Pardal para director, que assume funções em Janeiro deste ano. A administração volta a ser própria, sob a égide da Diocese, e em Maio deste ano, o NC prepara-se para regressar a casa, às suas instalações de sempre, na Rua Jornal Notícias da Covilhã. Com uma nova imagem, layout, nova página na Internet e nas redes sociais. “O bom filho à casa torna”. 

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