Salvou-se um ponto

Covilhã, em inferioridade numérica, empata em casa frente ao Vilafranquense
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Foi um jogo em que as ocasiões flagrantes escassearam e em que a falta de criatividade consequente e de “poder de fogo” no ataque voltaram a ser uma evidência, mas o Sporting da Covilhã foi melhor que o Vilafranquense, perdeu a vantagem, mas mesmo a jogar com menos um conseguiu chegar à igualdade e empatar em casa 2-2 e manter o 15.º posto na tabela classificativa.

Daffé (23) deu a vantagem aos serranos, mas Leandro Antunes (32) empatou. Na segunda metade Jefferson (65), contra a corrente, assinou a “cambalhota” no marcador e Gilberto (73), de grande penalidade, não desperdiçou.

As duas equipas, separadas apenas por um lugar na tabela e com os mesmos quatro pontos, entraram em campo em busca da segunda vitória na II Liga de futebol, que à sexta ronda lhes continua a escapar.

O encontro começou equilibrado e os “leões da serra” foram os primeiros a criar perigo, por Enoh, possante, combativo, mas nem sempre objectivo e, neste caso, perdulário. Ao minuto 23 a formação orientada por Capucho, que no banco serrano ainda não perdeu, inaugurou o marcador. O médio Filipe Cardoso serviu Daffé, que recebeu de costas, tirou um adversário do caminho, progrediu pelo corredor direito e rematou cruzado para o fundo das redes.

O emblema de Vila Franca de Xira igualou a partida quando estavam jogados 32 minutos, num golo vistoso de Leandro, a surpreender Leo Navachio com um remate cruzado, na esquerda, ainda fora da área, que entrou junto ao vértice oposto da baliza.

Antes do intervalo Gilberto serviu Enoh, só que o camaronês falhou o alvo.

No regresso dos balneários os serranos surgiram ainda mais autoritários, a não deixar o adversário construir jogo, a pressionar, a tentar desequilibrar, mas a faltar discernimento no último terço do terreno e eficácia. Enoh, novamente, tentou duas vezes chegar ao golo, sem sucesso. Pouco depois foi Gui a meter a bola dentro da área, mas Rui Areias fez o mais difícil e atirou por cima.

Os “leões da serra” estavam por cima no jogo quando sofreram uma contrariedade de monta: Edwin Vente viu a segunda cartolina amarela e o Sporting da Covilhã ficou reduzido a dez elementos, ao minuto 64, obrigando a alinhar durante cerca de meia hora em desvantagem numérica.

Logo no minuto seguinte, num lance confuso, na sequência de um canto, e contra o sentido do jogo, a formação de Quim Machado reverteu o resultado. Na sequência de um canto batido por Vítor Bruno, Jefferson, saído do banco, tocou o esférico e Leo Navachio, mal batido, tocou na bola, mas deixou-a entrar na baliza.

Com as duas formações reposicionadas e com o seu “xadrez” alterado, lutadores, os serranos acabaram por conseguir empatar aos 73 minutos, por Gilberto, a converter uma grande penalidade

No final do encontro Capucho manifestou-se “orgulhoso” com a atitude dos jogadores, mas reconheceu que a equipa tem de ser “mais felina”, mais perigosa, mais agressiva junto à área adversária. O Covilhã, 15.º classificado e com cinco pontos, após seis jornadas, defronta no próximo domingo, fora, a Oliveirense, décima classificada.

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