Quando de um contentor nasce uma casa

Empresa sediada no Parque Empresarial dedica-se à construção de habitações inovadoras
0
437

Construções modelares, em aço, num conceito muito utilizado em países como a Alemanha, Holanda ou Estados Unidos, em que um contentor, ou vários (dos que servem para trazer produtos via marítima para os grandes portos) se transformam numa habitação. É basicamente este o conceito da empresa Starmodular, que nasceu em Manteigas, mas que, de há uns meses a esta parte, se sedeou em Belmonte.

A empresa, que ainda recentemente instalou na Loja do Cidadão a “SafePlace”, uma cabine de desinfecção face à covid-19, inicialmente apostava na construção tradicional, mas agora virou-se para um conceito mais inovador e ecológico. “A essência da Starmodular vem da construção tradicional, mas começámos a constatar que havia um nicho de mercado importante, em que poderíamos começar a operar e desenvolver a empresa. É um produto novo que está a ter muito boa aceitação” assegura o empresário Pedro Almeida, a “cara” da Starmodular.

Em Belmonte, o empresário garante ter sido “muito bem acolhido”, com o município “a tratar-nos lindamente”, dando condições “para desenvolvermos a nossa actividade.” E por isso, no Parque Empresarial, nascerá em breve um novo pavilhão industrial. “Desenvolvemos um projecto e submetemos uma candidatura a fundos comunitários, para desenvolvermos a nossa nova unidade industrial modernizada, e com capacidade para duplicarmos ou triplicarmos a nossa produção. É nossa intenção talvez, em 2021, estarmos a operar cá com uma área operativa, no parque empresarial. O projecto já foi submetido a fundos comunitários” adianta Pedro Almeida, que acredita que o novo pavilhão poderá vir a criar entre 8 a 12 postos de trabalho. “Depende também do evoluir das encomendas” afiança.

Projecto turístico com 18 bungalows

Para já, garante Pedro Almeida, as coisas estão a correr bem. “Temos já alguns projectos em carteira” garante. E em Belmonte, “estamos com um projecto grande em termos turísticos, de 18 bungalows. Há matéria para trabalhar.” Ao que o NC apurou, trata-se de um empresário belmontense radicado em Lisboa, que adquiriu diversos terrenos na Quinta das Pereiras, perto do rio Zêzere, para ali construir uma espécie de resort turístico.

Deixe um comentário