Quando a Junta vai ajudar à porta de casa

Serviço porta-a-porta da União de Freguesias tem referenciados casos de pessoas com carências
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Apesar de disponibilizar, há mais de um mês, um serviço porta-a-porta a pessoas mais isoladas e idosos, a União de Freguesia de Belmonte e Colmeal da Torre não tem tido muitos pedidos. Mas há casos de pessoas carenciadas referenciados, a quem leva alimentos que são essenciais para o dia-a-dia

“Obrigadinho. Nem sabem o que isto me faz falta”. É assim que Maria (nome fictício) acolhe à porta de casa os responsáveis da União de Freguesias de Belmonte e Colmeal da Torre quando, na passada quinta-feira, 23, lhe batem à porta para entregar um saco com alguns bens de primeira necessidade, como leite, arroz, massa ou algumas conservas. Para ela, algo essencial para o quotidiano, de quem vive com um marido com problemas de alcoolismo, um filho com limitações cognitivas, e apenas o dinheiro do rendimento de inserção. Numa casa alugada, pagando renda, água e luz.

Este é apenas um dos exemplos do trabalho que a Junta tem realizado, em especial agora, em tempos de pandemia. A autarquia tinha avançado com um serviço em que, de modo a que as pessoas mais isoladas ou idosas, não tivessem que sair à rua, podiam telefonar para que lhes levassem a casa alimentos ou até medicamentos da farmácia. Segundo Hugo Adolfo, presidente da União de Freguesias, um trabalho que se iniciou a 20 de Março, mas que acabou por não ter a adesão esperada. Felizmente, diz o autarca, que salienta que se acode sobretudo a quem tem mais dificuldades.

“Aqui, nestas terras, ainda funcionam muito bem as relações de vizinhança ou até de família. Os irmãos, os primos, os filhos, que ajudam os mais velhos. O que nos chega é, sobretudo, pessoas que não têm receita de medicamentos, que nós conseguimos em meia-hora no centro de saúde e fazemos chegar. E casos de pessoas com maior dificuldades económicas, referenciadas pelo gabinete de acção social, a quem nós vamos regularmente” frisa.

(Notícia completa na edição PDF)

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