Plataforma desafia autarcas a estarem na “primeira linha” da luta contra as portagens

Marcha lenta realiza-se sexta-feira
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A Plataforma P´la Reposição das SCUT na A23 e A25 considera faltar o apoio explícito de 20 câmaras municipais da Beira Interior à marcha lenta agendada para o final do dia da próxima sexta-feira, 20, e entende que os presidentes dos municípios deviam estar na linha da frente do protesto com vista à abolição das portagens.

“Se eu fosse presidente de uma câmara, eu estaria na primeira linha da luta pela reposição das SCUT e pela abolição das portagens, estaria na primeira linha e a apelar aos munícipes do concelho que é preciso estarem presentes. Penso que quem não faz isto, faz muito mal”, disse na quinta-feira, 12, após o final da reunião do Conselho Geral da Plataforma, Luís Garra, da União dos Sindicatos de Castelo Branco, depois de vincar que não é candidato a autarca.

Luís Veiga, outro dos elementos do movimento, frisa que na Assembleia Cívica de Indignação, realizada em 22 de Outubro, a Câmara do Fundão, através do seu vice-presidente, deixou o seu “apoio explícito” às pretensões da Plataforma e manifesta o desejo de ver os representantes das restantes autarquias presentes na marcha lenta, dando voz ao descontentamento da região.

“Estamos a falar de 21 municípios nas duas comunidades intermunicipais, estamos a falar de um apoio indefectível da Câmara Municipal do Fundão que ficou explícito na Assembleia Geral da Indignação. Portanto, falta que os presidentes de 20 câmaras municipais, ou vice-presidentes, estejam presentes”, acentua o representante do Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior.

O presidente da Associação Empresarial da Beira Baixa, José Gameiro, espera “uma adesão mais forte” que nas acções anteriores e espera “uma marcha bem sinalizadora do descontentamento das pessoas e das empresas da região”.

Os organizadores adiantam terem equacionado a realização da marcha lenta, devido à actual situação pandémica, que se agravou na região nas últimas semanas, mas por ser em automóveis, foi decidido manter o protesto, que terá saída de colunas de diferentes cidades, a confluírem para a rotunda norte de acesso á A23 no Fundão.

Da Covilhã os carros saem do Jardim das Artes, às 16h45, do Fundão junto à rotunda para Alcongosta, às 17h20, na Guarda às 16h, da rotunda do G e de Castelo Branco do Campo de Futebol, às 16h45. O percurso será feito pela estrada nacional e pelos troços não pagos, porque “não há dinheiro para andar na auto-estrada”, salienta Garra.

(Notícia completa na edição papel)

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