Para lá do Marão manda o Leão

Sporting da Covilhã ganha em Chaves e assume liderança isolada do campeonato
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Depois do primeiro e inesperado desaire da época, em casa, com o Leixões, o Sporting da Covilhã deu a melhor resposta que poderia ter dado aos adeptos: no sábado, foi ao terreno de um dos candidatos à subida, o Chaves (que desceu esta época à Segunda Liga) vencer por 2-3 e assumir de novo a liderança isolada da prova, beneficiando da derrota do Farense em Viseu.

Para lá do Marão, dizem que quem manda são os que lá estão. E inicialmente, até foi isso que aconteceu, já que o Chaves entrou melhor na partida e, praticamente, a ganhar. Aos sete minutos, remate de meia distância de João Teixeira e golo para os flavienses, que logo a seguir poderiam ter ampliado a vantagem, mas João Correia, isolado perante Carlos Henriques, a falhar o chapéu.

O Covilhã, aos poucos, foi reagindo, e aos 20 minutos, empatou. Bom trabalho de Jean sobre o estreante central do Chaves, Medina, e serviço de bandeja para Kukula encostar para o fundo das redes. O jogo passou então a estar bastante dividido, com o Chaves, na parte final da primeira parte a dispor de algumas ocasiões para voltar para a frente do marcador, que foi desperdiçando, ora por inoperância dos avançados, ora por boas intervenções de Carlos Henriques.

Na segunda parte, o Covilhã regressou mais confiante dos balneários. Por duas vezes, Adriano esteve perto de marcar, pelo meio, o Chaves pediu uma grande penalidade sobre André Luís, que o árbitro da partida, Rui Oliveira, não atendeu, e aos 56 minutos, o Leão passou para a frente do marcador. Primeiro remate de Mica, defendido por Igor Rodrigues, e na recarga, Jean a fazer o 1-2.
Os protestos flavienses com o árbitro Rui Oliveira aconteceram novamente aos 63 minutos, quando Kukula se isolou perante Igor, com o guarda-redes a cometer grande penalidade, mas a ficar a dúvida se o avançado estava em posição regular. Certo é que, mais uma vez, o árbitro não atendeu aos protesto e, na transformação do castigo máximo, Bonani fez o 1-3.

Aí, José Mota arriscou tudo, lançando os avançados Platiny, Wagner e João Paredes, e, aos 71 minutos, André Luís relançou o encontro ao reduzir para 3-2, após jogada de insistência. Apesar da insistência junto à baliza do Covilhã, a melhor situação, por João Paredes, nos descontos do encontro, esbarrou em mais uma defesa de Carlos Henriques.

Agora, o Covilhã enfrenta longa paragem para o campeonato. No próximo fim-de-semana, o Covilhã joga para Taça de Portugal, em Lourosa, frente ao Lusitânia, e antes do regresso ao campeonato ainda joga com o Vitória de Setúbal para a Taça da Liga.

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