Paixão pelo vinil

Carlos Afonso teve o primeiro álbum aos 14 anos e não mais parou de comprar música, até somar cerca de cinco mil discos
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Ouve música em casa, no carro, no trabalho, até durante a noite, enquanto dorme. Carlos Afonso, de 55 anos, é um melómano. O primeiro disco foi-lhe oferecido pelo padrinho. Era “Jazz”, dos Queen. A partir daí, não parou de coleccionar e soma cerca de cinco mil exemplares.

Durante uma década residiu na Holanda, onde era condutor de máquinas e manobrador de gruas. Regressou há seis anos, quando a construção estava parada e não havia trabalho no seu sector. “Por brincadeira” começou a dedicar-se à compra e venda de vinis usados e a ir a feiras de velharias, como as que existiam em grande número e frequentava no país onde esteve emigrado. Da paixão pela audiofilia, um passatempo, fez o seu modo de vida.

Enquanto carrega a furgoneta com centenas de vinis, não os que tem em casa, mas os que guarda num armazém, juntamente com muito outro equipamento de som usado, como gira-discos, leitores de cassetes, telefonias, colunas, mesas de som ou de mistura, vai dizendo que ouve e gosta de tudo um pouco. Tem o ímpeto de ouvir o que não conhece, de descobrir, mas entre as suas preferências estão as referências do jazz e do rock jazz, como George Duke, Marcus Miller ou Stanley Clarke.

Esses têm valor sentimental e são ouvidos regularmente, embora já tenha vendido alguns da colecção pessoal, para satisfazer determinado cliente. Se pessoalmente é mais selectivo, para as feiras de velharias que percorre no país compra e vende todos os estilos musicais, de todas as épocas, e também tem em suporte CD, cassete e até os antecessores “cartuchos”. “Não gosto eu, gostam outras pessoas”, frisa, no espaço particular que tem na Rua do Rodrigo, enquanto acaba de fumar um cigarro para logo de seguida acender outro, com música sempre a soar.

(Notícia completa na edição papel)

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