Os caloiros, a cidade e o seu jornal

O NC é da Covilhã e não apenas os caloiros ou a UBI dão notícia à nossa publicação
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Esta semana a cidade voltou àquela vida que todos esperamos lá para os finais de setembro. Os caloiros chegaram à cidade e a agitação da busca do alojamento, das compras para encher frigoríficos e descoberta dos lugares que vão ser palmilhados durante os próximos anos, enchem a Covilhã de vida, de uma vida que parece estar em standby.

A pandemia não nos deixa conhecer para já o rosto dos cerca de 1200 novos habitantes da cidade, mas a sua presença marca um novo ritmo do trânsito, do barulho das ruas e dos cafés e pequenos comércios de bairro.

A cidade ganha vida nova, apesar de que este ano o ruido não será tanto. A praxe está proibida, a latada cancelada e a forma de acolhimento e integração na Academia da Beira Interior é feita noutros moldes, que “descaracteriza” o nosso olhar sobre os próximos tempos.

Não haverá os gritos de despique, nem os grupos frente à Câmara Municipal. O jardim público estará mais vazio e os concertos não se podem ouvir. Mas ainda assim a cidade ganha vida.

O “Notícias da Covilhã” acompanha tudo isto desde há décadas. Todos os anos tem sido motivo da nossa reportagem, desde várias perspectivas e diferentes ópticas, a chegada dos novos alunos à UBI, que mudou a cidade e lhe deu nova vida.

Refiro-me a isto porque na passada sexta-feira, 25, o NC recebeu o já anunciado prémio de Jornalismo Dom Manuel Falcão, a título honorífico, a propósito do nosso centenário, atribuído pela Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.

Na hora de o receber quis precisamente referir que “somos voz de proximidade (…) é este o sentido do nosso trabalho e tem sido isso que tem acontecido com uma redação reduzida, dois jornalistas”, mas com muita resiliência e sentido de compromisso social.

Por isso, e apesar de todas as dificuldades do tempo presente, que sentimos cada vez mais também na nossa publicação, continuaremos a envidar todos os esforços e a busca de apoios de quem creia no nosso trabalho em favor da cidade e da região.

O NC é da Covilhã e não apenas os caloiros ou a UBI dão notícia à nossa publicação. Queremos estar perto das populações e das pessoas, queremos contar histórias com gente dentro, queremos ser voz de quem não tem voz, num jornalismo livre e sem outro interesse que não seja informar.

Dados revelados há poucos dias recordam que há já muitos concelhos deste país onde não existe qualquer publicação regional e a percentagem das existentes são de inspiração cristã. Significa por isso que o nosso compromisso de nos mantermos de pé é ainda maior, para que não deixemos esse espaço por preencher no nosso território.

Foram já muitos os momentos de dificuldade ao longo destes quase 102 anos, muitas as formas de nos reinventarmos e estarmos presentes. Sabemos da fidelidade dos nossos leitores, a quem sempre agradecemos, e esperamos deles um “passa a palavra” sobre a nossa forma de estar e informar, como motivação para que outros nos sigam. Não abandonaremos essa tarefa e este galardão só nos responsabiliza, ainda mais, para continuar, semana após semana, ano após ano, trazer nova vida à Cidade e ao concelho.

Aos novos alunos da UBI: sejam bem-vindos à vossa nova cidade, seja este o nosso e vosso jornal, porque é da Covilhã!

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