O homem da luz e som que não faltava a uma festa

Reportagem sobre os negócios de Verão afectados pela pandemia. Das luzes ao som, do acordeonista aos foguetes
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Três Povos, Orjais, Ferro, Capinha, Teixoso, Cortes do Meio, Vales do Rio, Tortosendo ou Covilhã. Entre outros locais. Não havia festa nem dança em que não estivesse… o senhor Joaquim. O homem que dá luz, cor e som a qualquer arraial.

Joaquim Silva, mais conhecido na sua terra natal, Bouça, como o “Joaquim da Ti Natália”, tem 64 anos, é reformado dos lanifícios, mas nos concelhos da Covilhã e Fundão é sobretudo conhecido por ser o homem que tem todo o material de som e luz para dar cor a uma festa. O que estaria a fazer nesta altura, em larga escala, não tivesse surgido a pandemia da covid-19, que deixou em suspenso o negócio que opera há mais de três décadas. “É uma tristeza” diz o proprietário da empresa “Luz e som”. Um desgosto, que diz a mulher, lhe está estampado diariamente no rosto. Ele, que desde garoto gostava de uma boa festarola. “Até é como que anda murcho” frisa a esposa.

Joaquim Silva é natural da Bouça, concelho da Covilhã. Onde morou até aos seus 15 anos. “O meu pai foi para França e eu tive que ir. Estivemos lá muitos anos. Mas depois comprou esta quinta, onde hoje estou, perto do Tortosendo, e viemos para cá. Nem estrada tinha. Só passavam os cavalos. Hoje, é quase como um refúgio para mim” explica, triste por nesta altura não poder fazer aquilo que, além de lhe dar alguma rentabilidade financeira, o deixava feliz: montar toda a estrutura que dê corpo a uma boa festa. “Eu, por esta altura, já andava aí em grande. Era a festa da cereja do Ferro, por exemplo. Agora vinham as marchas. Nos concelhos da Covilhã e Fundão, tudo o que era festa, ou quase tudo, era meu” frisa.

(Reportagem completa na edição papel)

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