Museu da Cidade pronto este ano

Investimento, no antigo BNU, ascende a 240 mil euros
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A Câmara da Covilhã está a proceder a obras de requalificação do Museu Cidade da Covilhã, num investimento de cerca de 240 mil euros, que já foi iniciado e que deve estar concluído ainda este ano, anunciou o município.

“O renovado museu terá como objectivo dar a conhecer a cidade da Covilhã e a sua história, destacando todas as épocas de ocupação do território, reflectindo a actualidade e perspectivando o futuro”, diz a autarquia covilhanense em comunicado.

O equipamento, no centro da cidade, no edifício que acolheu a sede do Banco Nacional Ultramarino (BNU), o qual foi projectado pelo arquitecto Ernesto Korrodi, destaca-se pelo trabalho de cantaria e pela decoração em azulejos com elementos referentes ao comércio e à época dos Descobrimentos.

Segundo o comunicado, os conteúdos temáticos serão organizados cronologicamente, com uma época diferente em cada piso do edifício, passando pela pré-história e romanização até a uma visão global da história da cidade e a uma reflexão sobre o seu futuro. A exposição recorrerá a métodos interactivos e o percurso dos visitantes vai fazer-se por circulação vertical (escadas ou elevador), sendo que o museu “cumpre todos os preceitos base do design inclusivo e universal, promovendo a acessibilidade nos espaços culturais, num espaço adaptado, bem sinalizado, com piso e mapas tácteis e livre de obstáculos arquitectónicos”.

Citado na nota de imprensa, o presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, destaca a intervenção como “um dos importantes pilares que irão transformar positivamente o Centro Histórico da cidade, juntamente com o novo Teatro Municipal, o Centro de Inovação Social e o Centro de Inovação Empresarial, entre outras intervenções que estão a decorrer”. “Este é o caminho certo para sermos atractivos e modernos, não esquecendo a melhoria da qualidade de vida dos covilhanenses. Este executivo aposta em criar uma nova dinâmica social, económica e cultural no Centro Histórico, após tantos anos de incúria e abandono”, refere.

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