Manteigas quer impulsionar mercado de habitação

Faltam casas para arrendar a quem quer trabalhar no concelho
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A Câmara de Manteigas está a realizar um estudo sobre o mercado habitacional, no concelho, de modo a saber quais as carências existentes e quantas casas em estado de degradação precisam de obras de recuperação. Tudo porque na vila há grande escassez de casas para arrendar, numa altura em que, por via da maior oferta de emprego no sector da hotelaria, há cada vez mais pessoas a procurarem casa para se fixarem.

“O facto dos hotéis estarem a recrutar pessoas de fora para trabalhar não é prejuízo para Manteigas, apesar de haver alguma dificuldade em se encontrar habitação para renda. Mas é bom que as pessoas se possam fixar” diz o autarca Esmeraldo Carvalhinho, que recorda que nos últimos anos “muitas casas familiares passaram para o mercado de alojamento local”. No concelho há ainda casas degradadas a precisarem de obras, que poderão aumentar a oferta, pelo que a autarquia está a fazer “um diagnóstico” de modo a saber quantas são e poder avançar para programas de apoios externos à recuperação. “Já há investidores disponíveis para comprarem cá casas para recuperar ou até construir de raiz. A requalificação do mercado de habitação tem que ser feito” frisa o autarca manteiguense.

Uma situação que se agravou com o crescimento do turismo e o aparecimento de novas unidades hoteleiras, que além de trazerem mais turistas exigem também a presença de mais trabalhadores. Alguns, de fora, quando tentam fixar residência na vila, não conseguem, por não haver casas para arrendar. “A oferta turística tem crescido. O número de alojamentos também. Já tínhamos cerca de 650 camas, a que se juntam mais 92 do Vila Galé e mais algumas do Hotel Santa Luzia. O País cresceu, em termos económicos, e nós também. É sempre difícil falar de pleno emprego, mas segundo os últimos dados que temos haverá 3,7 por cento de desempregados no concelho. E muitos deles, pela idade, que já não se conseguem redirecionar para outro sector de actividade” frisa o autarca local. Que adianta que, segundo um estudo do Turismo do Centro, entre 2014 e 2018 ter havido um crescimento de 90,63 por cento no número de dormidas, mais 89 por cento de hóspedes e um proveito efectivo de 79 por cento, ou seja, dois milhões 668 mil euros. “Manteigas está na moda” vinca Esmeraldo Carvalhinho.

(Notícia completa na edição papel)

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