Leões fizeram uma peladinha com reclusos

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Um dos reclusos do Estabelecimento Prisional da Covilhã (EPC) estava adoentado e a pedir para ser visto por um médico, mas a perspectiva de jogar futsal, na última quinta-feira, 2, frente a jogadores da equipa principal do Sporting da Covilhã, que pela quarta vez visitaram a cadeia para este tipo de iniciativa, fez o homem recompor-se para não perder o momento.

Quem conta o episódio, ao NC, é a directora do EPC da Covilhã, Otília Simões, para ilustrar a importância deste tipo de contactos e de convívios. “Este tipo de iniciativas tem impacto no aspecto psíquico, no estado de alma, com o querer estar bem para participarem num momento diferente”, acentua a responsável.

No estabelecimento estiveram presentes a equipa técnica, o presidente e cinco jogadores do Sporting da Covilhã, da II Liga de futebol, para disputar uma partida com reclusos no pátio e oferecer equipamento desportivo.

Filó, o treinador, realça o intuito de o clube contribuir para que os detidos tenham um dia fora da rotina e poderem conviver com jogadores profissionais.

“Queremos que sintam que a sociedade se preocupa com eles, que tenham uma rápida integração e retorno à vida normal, porque toda a gente tem momentos maus e nós viemos tentar proporcionar bons momentos”, salienta o técnico serrano.

Na iniciativa participaramos jogadores Bruno Bolas, Agostinho Soares, Diogo Neto, João Cunha e Igor Araújo. A escolha, graceja Filó, “foi muito rigorosa”. “Vieram os que jogam melhor futsal, excepto a equipa técnica, que é muito fraca”, continua o treinador, seguido de uma gargalhada.

(Notícia completa na edição papel)

Ana Ribeiro Rodrigues

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