Fecho do posto à noite desagrada em Caria

Posto passou a ter horário reduzido
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O presidente da Câmara de Belmonte, António Dias Rocha, anunciou esta semana que irá tentar reunir com o comandante distrital da GNR, de modo a debater o horário do posto da GNR em Caria, que passou a ser reduzido, com fecho, à noite.

Desde o início do mês que o posto está a funcionar em horário reduzido, estando encerrado entre a meia-noite e as oito da manhã. Uma situação justificada pela falta de efectivos, como terá sido transmitido ao presidente da Junta de Freguesia, Pedro Torrão.

Dias Rocha frisa que é com “muito desagrado que vemos, passados dois anos, isto acontecer de novo, quando havia promessas e garantias da senhora secretária de Estado que isto não iria continuar a acontecer. Não podemos estar, de dois em dois anos, a repetir esta situação” afirma à Rádio Caria.

O autarca belmontense pretende, em breve, reunir com o Comandante Distrital da GNR para abordar o tema. “Vou convidar o Comandante Distrital para vir visitar Belmonte. Eu tinha combinado isso com ele quando chegou e depois meteu-se a pandemia, mas vai agora acontecer. Esta semana vou contactar o senhor Coronel e a ver se fica tudo marcado para breve” assegura.

Em 2016, o posto da GNR de Caria foi apontado para um possível fecho, mas depois, numa visita ao local, a então secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, garantia que o encerramento não iria acontecer, apenas podendo existir uma deslocalização da força da ordem para um edifício estatal, já que a GNR ocupa uma moradia na vila pela qual paga renda. Na altura, Dias Rocha e Pedro Torrão chegaram a sugerir uma antiga escola que ficou desocupada com a construção do Centro Escolar de Caria.

Porém, em 2018, o posto passou a funcionar, durante algum tempo, apenas entre as 8 e 16 horas, com um militar no atendimento, em período experimental, o que então foi bastante contestado quer pela população, quer pelas diversas forças políticas. Na altura, a GNR explicava que assim teria um reforço de patrulhas na rua, com Dias Rocha a dar “o benefício da dúvida”, embora dizendo que o ideal “é colocar mais homens”. Meses depois, voltou a funcionar 24 horas por dia.

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