Fazem-se contas aos estragos provocados pelo mau tempo

Agricultores da região pedem estado de calamidade
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Depois da pandemia, o mau tempo. As trovoadas do passado domingo, na zona da Cova da Beira, causaram imensos prejuízos em diversas culturas, como o olival, vinha, cereja e pêssego, devido à chuva, vento e granizo.

No Fundão, o autarca Paulo Fernandes fala em prejuízos na ordem dos 20 milhões. “O ano agrícola está completamente arruinado e se não houver rapidamente uma resposta concertada de todos e de diferentes linhas de apoio, estaremos a pôr em causa, para muitos anos, aquilo que é uma das maiores fontes de rendimento e de sustentabilidade económica, social e ambiental, como é a agricultura na região”, afirma o autarca.

Já na Covilhã, a Câmara pretende que o Governo aprove apoios directos para os agricultores, depois do mau tempo de domingo, que provocou “prejuízos muito elevados” e uma situação de “calamidade” nas produções do concelho, nomeadamente no pêssego. “É um cenário de calamidade e uma situação muito preocupante. Num momento de pandemia e de recessão económica, acresce agora esta intempérie extrema que veio arruinar os campos e dar a machada final àquela que é uma fonte de rendimento muito significativa no concelho”, frisa o presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira.

Também a Associação Distrital de Agricultores frisa, em comunicado, que “é necessário que o Ministério da Agricultura avalie a situação e que seja declarado estado de calamidade pública para a adopção de medidas urgentes que ajudem os agricultores nesta tragédia”.

Mais desenvolvimentos na edição papel desta semana.

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