Empresário da Quinta das Minas da Recheira desiste do investimento

Serra dos Reis elogia o projecto e diz que, apesar de terem sido feitas construções sem licenciamento e de existirem outros obstáculos legais, “tudo é corrigível” desde que haja vontade do promotor. Representante acusa a autarquia de “má-fé”
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O representante dos investidores que mostraram interesse em explorar turisticamente o local onde funcionaram as Minas da Recheira, no Barco, acusam a Câmara da Covilhã de estar a bloquear o avanço do empreendimento e de ir criando novos entraves. Serra dos Reis, vereador com o pelouro do Urbanismo, classifica o projecto como “magnífico”, “inovador” e, apesar de informar que as construções foram recuperadas sem o devido licenciamento, sublinhou no final da reunião da autarquia de sexta-feira, 24, que “tudo é corrigível” e acentuou outros obstáculos legais serem “ultrapassáveis desde que haja vontade do investidor”. 

Esta terça-feira, Luís António, que se apresenta como o porta-voz de um grupo que pretendia investir cerca de 3,5 milhões de euros nas também chamadas Minas do Alemão, num complexo que iria permitir a visita das galerias desactivadas, actividades aquáticas no rio e uma exploração agrícola, na quinta também com turismo rural, informou ter desistido de avançar “por causa do executivo da Câmara da Covilhã”. Na sexta-feira o empresário, que se deslocou à sessão pública camarária, mas a quem já não foi permitido falar por ter chegado minutos depois da intervenção do público, tinha anunciado que assim que tivesse as devidas licenças da Direcção-Geral de Energia e Geologia, que não dependem da edilidade, iria iniciar a actividade nas galerias. 

O empresário, numa nota enviada à comunicação social, frisa que os “investidores portugueses e estrangeiros envolvidos neste projecto” reuniram “de emergência” durante o fim-de-semana e decidiram “desistir de executar este ´empreendimento magnífico` por causa do executivo da Câmara da Covilhã”. 

Na sexta-feira, Luís António queixou-se da “falta de isenção” dos dois técnicos seus interlocutores no Departamento de Urbanismo e lamentou estar há quatro anos a aguardar o andamento do processo. Segundo Serra dos Reis, o que deu entrada foi um pedido de informação. O pedido de licenciamento para a realização de obras, que já estavam feitas, só foi entregue em Fevereiro último, assegura o vereador.

(Acompanhe a notícia na integra na edição impressa)

Ana Ribeiro Rodrigues

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