“Dia de Portugal faz-nos lembrar tudo aí: até o sol e céu azul”

Manuela Gonçalves, Arnaldo Baptista e Marta Pereira. Três portugueses, naturais do concelho da Covilhã, emigrados na Alemanha, Estados Unidos e Macau. Locais onde o Dia de Portugal não é esquecido
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No segundo maior centro económico da Alemanha, onde existem cerca de 600 mil habitantes, em condições normais, no passado fim-de-semana, teria sido “antecipada” a data desta quarta-feira, 10 de Junho, com uma “festança” à portuguesa pelas ruas da cidade. Para assinalar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, estava agendado um evento que iria juntar restaurantes portugueses, ranchos e a Associação Portuguesa Sanjorgense, que já tinham o programa delineado com muita gastronomia, folclore, artistas e DJ “nacionais”. Mas o covid-19 adiou o evento, que pretendia assinalar “um dia de muito significado” garante Manuela Gonçalves, 48 anos, natural de São Jorge da Beira, e residente em Dusseldorf há já 26.

Na cidade localizada junto às margens do Reno, existem cerca de 1600 portugueses. E muitos deles, são do concelho da Covilhã e, em concreto, de São Jorge da Beira, tendo por isso fundado uma associação de sanjorgenses que se mantém activa há diversos anos. Manuela já integrou diversos elencos directivos, como secretária ou, por duas vezes, presidente da direcção, que agora é liderada pelo irmão, Rui. “As portas estiveram fechadas desde o início da pandemia até meados de Maio. Já reabriram, mas com as regras de higiene exigidas e limitação de pessoas” explica Manuela, que lamenta que a grande festa do 10 de Junho não se faça. “É uma festa que é extensiva a toda a cidade. Este ano, dadas as circunstâncias, não faremos” frisa, mostrando que, no entanto, na Associação Portuguesa Sanjorgense esta efeméride será assinalada no sábado, 13, com a “Festa dos Santos”. Haverá um jantar, limitado a 40 inscrições. Embora, em caso de bom tempo, se possam por umas mesas na rua. E quem não se consiga deslocar à sede da colectividade, pode encomendar, que o repasto chegará a casa: a tradicional sardinha assada, com batata cozida e salada. Ou, em alternativa, “rippchen” com batatas fritas. O mesmo é dizer, em bom português, entrecosto.

(Reportagem completa na edição papel)

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