Covilhã vai ter duas salas sensoriais públicas

Em Setembro começam a funcionar os dois equipamentos, localizados na Biblioteca Municipal
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Quando tiver início o ano lectivo, em Setembro, a comunidade escolar do concelho da Covilhã passa a ter disponíveis duas salas de estimulação sensorial públicas, localizadas na Biblioteca Municipal. O equipamento pode ser utilizado como uma ferramenta para trabalhar problemas como a hiperactividade ou a concentração de forma mais individualizada.

O objectivo do investimento, explica Regina Gouveia, a vereadora com o pelouro da Educação, é a promoção do sucesso educativo, ao mesmo tempo que se pensa na inclusão.

São duas as salas que passam a estar a funcionar, embora com propósitos diferentes. “Uma é mais vocacionada para a estimulação sensorial mental, cerebral. A outra é mais para estimulação sensorial física, tem mais que ver com motricidade fina, mas não só”, pormenoriza a autarca, que sublinha não existirem, até agora, no universo escolar, equipamentos como os que vão estar nestas salas.

No concelho o número de alunos com necessidades educativas especiais situa-se “nas dezenas”, mas Regina Gouveia enfatiza não ser apenas essa a população-alvo, mas um leque mais amplo.

“Quando falamos nestas salas sensoriais não falamos só nas necessidades específicas que exigem um trabalho mais especial. Estamos a falar de problemas de natureza muito mais geral, como a hiperactividade, os problemas de concentração. Situações que exigem um trabalho muito mais individualizado”, acentua a vereadora.

As duas salas são “um instrumento” que, não os resolvendo, pode ajudar a melhorar alguns problemas.

“Há crianças que não conseguem estar muito tempo concentradas, que não conseguem estar sentadas muito tempo. São aspectos que podem ser trabalhados, de maneira a prevenir situações de insucesso escolar. Claro que as salas sensoriais não vão resolver os problemas, nem é isso que se pretende, a actuação deve ser integrada, mas é uma ferramenta”, acrescenta Regina Gouveia, ao NC.

A utilização das salas de estimulação sensorial vai depender da indicação das escolas, até ao ensino secundário, em função de diagnósticos feitos em cada um dos estabelecimentos.

 

(Notícia completa na edição papel)

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