Covilhã “safa-se” nos penáltis

Serranos batem Caldas e seguem em frente na Taça de Portugal
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Valeu para o susto. E para ver que muita coisa ainda falta a este Covilhã para ser uma equipa bem mais competitiva, à luz da temporada passada. Os serranos, no passado sábado, apuraram-se para a terceira eliminatória da Taça de Portugal, ao baterem o Caldas, mas apenas no desempate por grandes penalidades, já que final do tempo regulamentar e prolongamento, imperava um empate a uma bola.

Num jogo que teve transmissão no Canal 11 da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), os serranos deram uma pálida imagem, e a verdade é que a diferença entre uma equipa da II Liga e outra do Campeonato de Portugal, quase não se notou. Aliás, ao longo de 120 minutos, foi o Caldas que dispôs das melhores oportunidades de golo.

O primeiro susto para os “Leões da Serra” foi logo aos.. 30 segundos. Remate em arco à entrada da área, por Ricardo Isabelinha, com a bola a embater na barra da baliza à guarda de Bruno Bolas. O Covilhã, apenas aos 17 minutos ameaçou, com um cruzamento de Jean Filipe, que o guardião do Caldas, Luís Paulo, sacudiu com segurança, e aos 30, a melhor oportunidade golo dos serranos, com o mesmo jogador a cruzar para Leo Cá que obrigou o guardião caldense a uma intervenção a dois tempos. Porém, quatro minutos depois, a equipa da casa marcou. Má saída a jogar com os pés de Bruno Bolas com a defensiva serrana, André Almeida a ter má abordagem ao lance, deixando a bola passar-lhe por cima, e Ricardo Isabelinha, nas costas, a fazer um chapéu bem medido ao guarda-redes covilhanense.

Na segunda parte, Capucho fez entrar Daffé e Gleison para os lugares de Leo Cá e Deivison. E o Covilhã melhorou. Logo aos 50 minutos, o empate, com o central Jaime a dar o melhor seguimento a um livre para a área forasteira. O “Leão” parecia querer tomar conta da partida, e resolvê-la, mas foi sol de pouca dura, com o Caldas a ter a última oportunidade de golo do tempo regulamentar, aos 80 minutos, mas que Bruno Bolas, com uma boa intervenção, resolveu.

No prolongamento, o jogo, que já em si não foi bom, piorou, e acabou por ser de novo a equipa da casa a ter a melhor chance para sentenciar a partida, quando Nuno Januário, aos 111 minutos, fez a bola embater no poste da baliza covilhanense, após cruzamento de Marco Santos. Nas grandes penalidades, Jaime, Gleison, Daffé, André Almeida e João Cardoso não vacilaram. Já pelo Caldas, Marcos Santos viu Bruno Bolas parar o seu remate, e com isso, os verde e brancos seguiram em frente.

No final da partida, Capucho admitiu “sorte” no apuramento dos serranos, embora tenha evidenciado as melhorias da equipa na segunda parte. O técnico diz que “todos contam” e “todos podem render mais se a equipa for colectivamente forte.”
No próximo domingo, 18, o Covilhã recebe, em casa, o Vilafranquense, pelas 15 horas, na sexta jornada da II Liga.

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