CDS questiona arrendamento da autarquia à Parkurbis

Vítor Pereira sublinha a criação de emprego no call center, diz que a cedência de espaços é prática comum nos municípios e garante que o valor está dentro da média praticada no edifício
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A Câmara Municipal da Covilhã arrendou à Parkurbis, por 526 mil euros, um espaço de 700 metros quadrados onde funciona desde o ano passado o centro de contacto telefónico da Randstad-Altice, para pagar a ocupação das instalações durante cinco anos. Adolfo Mesquita Nunes, do CDS, afirma ter “as maiores dúvidas sobre esta matéria”.

A decisão foi aprovada na reunião privada realizada na manhã da última sexta-feira, 6, com o voto contra do eleito centrista, para quem a operação “mais parece uma forma de injectar dinheiro na Parkurbis, para além daquilo que é a titularidade que a câmara tem no mesmo”.

O vereador do CDS afirma não constar na documentação distribuída “nenhum fundamento que esclareça a necessidade” deste arrendamento, de ele ser feito à Parkurbis, questionando se não existem locais mais baratos, e de o negócio ser feito por este preço.

Vítor Pereira, presidente do município, sublinha que apesar de a sociedade Parkurbis ser detida maioritariamente pelo município, o apoio à instalação do call center da Randstad-Altice “é um compromisso da Câmara e não do Parkurbis”, que tem como missão ser “uma incubadora” de empresas.

(Notícia completa na edição papel)

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