Campanha pelos aumentos salariais vai andar às portas das fábricas

Sindicato Têxtil da Beira Baixa reclama aumentos de 50 euros mensais, salário mínimo de 650 euros e subsídio de refeição nos quatro euros diários
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O Sindicato Têxtil de Beira Baixa vai avançar com uma campanha, à porta das empresas de lanifícios, vestuário e calçado, na região, para reclamar três coisas: a fixação do salário mínimo nacional nos 650 euros, aumentos de 50 euros no sector e o aumento do subsídio de refeição para quatro euros/dia. O anúncio foi feito na passada segunda-feira, 3, na sede do Sindicato pela líder do mesmo, Marisa Tavares. 

“O que acontece em toda a região, salvo raras excepções, neste sector, é que os trabalhadores são de exigência máxima, mas de ordenado mínimo. Há 80 por cento dos trabalhadores nesta situação. Há uma ou outra empresa que paga um pouco mais, mas continuamos a ter um agarrado ao salário mínimo nacional. E temos que sair disso” afirma Marisa Tavares.

Na segunda-feira, responsáveis sindicais dos três sectores reuniram na Covilhã, para analisarem a questão da contratação colectiva de trabalho, e as negociações que têm decorrido ao longo dos últimos meses, tendo concluído que os resultados têm sido “insuficientes”. Segundo Marisa Tavares, há vários pontos a melhorar, como a passagem do período experimental de 90 para 180 dias, “que em vez de acabar com a precariedade laboral, a aumenta”, as tabelas salariais por sector e anos de serviço, entre outros. “As empresas têm que perceber que não é com este tipo de salários que praticam que vão cativar mais pessoas a trabalhar neste ramo, muito menos jovens que acabam de se formar” explica.

(Notícia completa na edição impressa)

João Alves

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