Budda Power Blues abrem Festival Y

Festival de Artes Performativas decorre entre 20 de Março e 11 de Julho
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Um concerto com os Budda Power Blues, considerada a melhor banda de blues nacional, a 20 de Março, pelas 21 horas e 30, no auditório do Teatro das Beiras, abre este ano o Festival Y#16, promovido pela Quarta Parede, até 11 de Julho, nas cidades da Covilhã e Castelo Branco.

O evento prevê a realização de mais de uma dezena de espectáculos, em locais como o Teatro das Beiras e auditório da EPABI, na Covilhã, e Cine-Teatro Avenida e Devesa, em Castelo Branco, além da realização de workshops, laboratórios, uma residência artística e outras acções destinadas a novos públicos, como as crianças das escolas ou os seniores.

Segundo Rui Sena, director artístico da Quarta Parede, quando se fala em territórios de baixa densidade é “precisamente numa dessas regiões que acontece um dos festivais de artes performativas mais antigos do Interior e do País, o Festival Y. É com o desejo de fazer o melhor para a região que partimos para cada edição, na tentativa de quebrar fronteiras que o próprio País criou” afirma. Haverá, segundo ele, novos criadores, a provocar “novos cruzamentos e a provocar os diversos públicos para novos desafios, sempre com o objectivo de mostrar as mais recentes criações nacionais ou estrangeiras.” Alguns deles, pela primeira vez na região. “Renovamos a programação ao apresentar estruturas e criadores que pela primeira vez estão na região, devido às cumplicidades que criámos, das quais um bom exemplo é o Citemor-Festival de Montemor-o-Velho e a La Fundición de Bilbau. Com esta última, é novamente possível ligar este território ao País Basco através do projecto Do outro lado/Al otro lado que permite a circulação de criadores portugueses e bascos. Essa cumplicidade que nos une ao longo dos anos a outros palcos da região – e aqui é justo mencionar a parceria com o Cine-Teatro Avenida em Castelo Branco – e que nos permite contrariar a ideia de que nada acontece nos “tais territórios” onde se pagam as portagens mais caras do País” vinca.

Segundo Rui Sena, “resistimos também porque acreditamos que o futuro dará uma imagem mais nítida do trabalho que os profissionais das artes performativas têm desenvolvido ao longo de anos neste território, para o qual parece que só agora o País acordou.”

Espectáculos de dança, música e teatro fazem parte desta iniciativa financiada pela Direcção Geral das Artes, e apoiada pelas câmaras de Covilhã e Castelo Branco, INATEL e ADC.

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