Belmonte “parece um deserto”

Nas ruas da vila, essencialmente turística, não se vê ninguém. Empresa Municipal está preocupada com o futuro
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“Não se vê ninguém. É dramático. A vila parece um deserto”. É esta a reacção do presidente da Empresa Municipal de Belmonte, Joaquim Costa, quando confrontado com as consequências do efeito do Covid-19 no que toca ao turismo no concelho, que é, a par das confecções, a principal actividade económica do concelho.

Em Belmonte, no passado dia 13 a Empresa decretou, a par da autarquia, o fecho dos diversos espaços museológicos do concelho, como medida preventiva. E agora teme-se o que possa ser o futuro num concelho onde as visitas a estes espaços ultrapassam as 100 mil anuais. Várias excursões, que normalmente visitam diariamente a vila, foram adiadas ou canceladas, e até as unidades de alojamento viram diversas reservas serem adiadas.

“Em Janeiro e Fevereiro estávamos já com um total de 16 mil visitas. Um crescimento de 24 por cento face a 2019, em que no mesmo período estávamos com cerca de 12 mil. Até ao dia que fechámos contávamos com cerca de 1500 entradas nos museus, mas já com diversos grupos a contactarem para anular. Aliás, temos cancelamentos até Junho e Julho” lamenta Joaquim Costa.

Ainda sem números oficiais de 2019, sabe-se que o crescimento foi na ordem dos 20 por cento, tal como em 2018, altura em que as visitas aos espaços museológicos da vila se cifraram nos 120 mil 150. Ao longo dos últimos cinco anos, entre 2013 e 2018, a grande maioria dos turistas foram portugueses (290 mil), dez mil residentes no concelho, brasileiros (44.183 visitas), seguidos dos espanhóis, com 36.460 e israelitas, com 32.002. Uma dinâmica “elevada” que o responsável da Empresa Municipal teme que se perca. “Estou preocupado com o retorno. O regresso desta dinâmica do turismo, em Belmonte, vai demorar. Mas tínhamos que prevenir. Até os nossos funcionários sentiam alguma angústia quando vinham grupos do estrangeiro, Ninguém sabe se vem alguém ou não infectado com o novo vírus. Isto vai ter repercussões até ao nível da Empresa Municipal, pois esta vive e sustenta-se, e paga ordenados, do dinheiro que encaixa das visitas aos diversos espaços museológicos” frisa Joaquim Costa.

(Notícia completa na edição PDF)

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