Autarca de Manteigas desafia locais a criarem empresas de animação turística

Esmeraldo Carvalhinho lembra que, sendo o turismo a grande aposta do concelho, particulares devem explorar este mercado, que tem para já pouca oferta
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Há, segundo o presidente da Câmara Municipal de Manteigas, um sector por explorar no concelho, com elevado potencial, ao qual os locais devem estar atentos: as empresas de animação turística.

“Há empresa de fora que estão a organizar excursões, ao longo de todo o ano, e que ganham dinheiro. Tenho pena que não haja em Manteigas. Não digo que não existam, mas as que há são em número insuficiente. Mais dinheiro podia ficar por cá” frisa o autarca, que recorda o crescimento do concelho em termos turísticos nos últimos anos. “A oferta turística tem crescido. O número de alojamentos também. Já tínhamos cerca de 650 camas, a que se juntam agora as do Hotel Vila Galé e Hotel Santa Luzia. O País cresceu, em termos económicos, e nós também” frisa Esmeraldo Carvalhinho. Segundo um estudo do Turismo do Centro, entre 2014 e 2018, terá havido um crescimento de 90,63 por cento no número de dormidas, mais 89 por cento de hóspedes e um proveito efectivo de 79 por cento, ou seja, dois milhões 668 mil euros.

O autarca diz que Manteigas “está na moda”, num estratégia delineada há dez anos atrás, depois da crise dos têxteis. “A aposta foi no turismo. Percebeu-se o grande potencial de atracção turística que havia, com a natureza e qualidade ambiental” assegura. Esmeraldo Carvalhinho lembra que a aposta turística é também a resposta a alguns condicionamentos na criação de unidades industriais no concelho. “Há constrangimentos pelo facto de estarmos totalmente dentro do Parque Natural da Serra da Estrela, para se poderem fixar unidades industriais. Nem sequer existem terrenos disponíveis, ao contrário do que acontece noutros concelhos aqui há volta, como Covilhã ou Gouveia, em que existe uma parte do território que fica fora do Parque Natural” frisa. No entanto, recorda os apoios dados pela autarquia na criação de empresas, e diz que é no sector turístico que ainda há muito a fazer, apesar do crescimento em termos de restauração e alojamento.

(Notícia completa na edição papel)

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