Acessibilidades: o principal obstáculo à vida dos deficientes

Entrevista a Raúl Pereira, novo presidente da delegação distrital da Associação Portuguesa de Deficientes
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Raúl Pereira tomou posse, na passada sexta-feira, como presidente da delegação da Associação Portuguesa de Deficientes (APD) do distrito. Promete defender os direitos das pessoas com deficiência e aponta as acessibilidades como o principal problema na região.

Notícias da Covilhã- Quais as principais acções que tem delineadas?

Raúl Pereira– As principais, para este mandato de quatro anos, abrangem todas as áreas em relação às pessoas com deficiência. Desde o desporto, às acessibilidades, emprego, poder local, lazer, entre outras, de modo a que as pessoas com deficiência se sintam defendidas, representadas nos seus direitos e garantias.

Isso hoje não acontece?

Não. Alguma coisa já foi feita, mas muito há ainda por fazer, nomeadamente no que toca às acessibilidades, a principal lacuna que existe.

Em termos distritais ou só aqui na cidade?

Representamos o distrito, por isso falamos do distrito. Em termos nacionais isso também é uma certeza. A Covilhã, sendo uma cidade de montanha, coloca dificuldades diárias às pessoas com deficiência, a todos os níveis. Mas não são só as acessibilidades, há outras coisas. Cá estaremos para, em conjunto com o poder local, chegar a entendimentos e sensibilizá-los, porque eles às vezes não têm quem os alerte para determinadas situações. E nós faremos esse papel.

Há algum estudo que tenham dessas situações?

Vamos fazer. Queremos colaborar com os presidentes de câmara e juntas do distrito, estudarmos um plano de acessibilidades, fazer levantamento do que não está de acordo com a lei, para chegar às entidades competentes, de modo a regularizarem e alterarem o que não estiver bem.

Além das acessibilidades, que outros atropelos aos direitos dos deficientes acontecem?

No emprego, por exemplo, notamos grandes dificuldades. Temos ideia de marcar reuniões com o IEFP para acções de formação, pois ainda há muitas pessoas com deficiência deficitárias em termos de formação. Se já têm dificuldades em arranjar emprego por terem deficiência, com habilitações tornar-se-á mais fácil entrarem no mercado de trabalho.

 

(Entrevista completa na edição papel)

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