AAUBI pede redução do valor das propinas durante a pandemia

Associação assinala Dia do Estudante com alertas para as consequências do Covid-19 no Ensino Superior
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A Associação Académica da Universidade da Beira Interior (AAUBI) pediu esta semana, como forma de assinalar o Dia Nacional do Estudante (24 de Março), que a instituição reduza o valor das propinas aos alunos durante a pandemia do Covid-19, já que, diz, não se sabe até quando o ano lectivo irá durar.

A UBI tem hoje cerca de 8000 alunos, a maioria deslocados, e teve que suspender as aulas para evitar a propagação da doença. “Considerando esta situação excepcional, a AAUBI considera imperativo o reforço do apoio aos estudantes, aliada a uma redução da sobrecarga financeira, nomeadamente através da redução do valor da propina dos estudantes portugueses e internacionais, em todos os ciclos do Ensino Superior, enquanto se verificar o actual panorama” pede a Associação Académica em comunicado. Onde lembra também que, sendo incerta a duração deste período e quais serão as consequências no actual ano lectivo, face à possibilidade do prolongamento das actividades para os meses de Verão, “apelamos à necessidade de serem consideradas alternativas viáveis e exequíveis para os estudantes que exercem actividades laborais neste período, com a finalidade de financiar e custear o ano curricular seguinte, garantindo condições equitativas para todos.”

A AAUBI diz também que o alojamento estudantil é também uma temática que a preocupa. “À luz desta pandemia, e do possível prolongamento do ano lectivo, muitos estudantes necessitarão de alojamento em períodos não previstos nos orçamentos familiares. A AAUBI considera imperativa a suspensão do pagamento das rendas das residências públicas durante este período de “pausa forçada”, bem como apela aos proprietários de alojamentos privados que procedam da mesma forma, atendendo à situação extraordinária que vivemos, assegurando aos seus arrendatários a sua habitação quando retomar a normalidade” pedem os líderes estudantis. Que acreditam que “desta forma, podemos suavizar as consequências inerentes a este período de emergência em que nos encontramos e de alguma forma diminuir o impacto negativo na vida de milhares de estudantes, e das respectivas famílias, contribuindo para a sua estabilidade financeira e emocional.”

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