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Sexta-Feira, 26 de Abril
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Onde estou? » Editorial

A Páscoa é um momento mais do que oportuno para a Igreja se repensar

 

A certeza é mais do que oportuna neste tempo pascal a começar, porém, ela é também o título escolhido pelo Papa Francisco para a sua quarta exortação apostólica. A reflexão parte da escuta e da reflexão provinda do último Sínodo dos Bispos, ocorrido em outubro de 2018, dedicado ao tema “Os jovens a fé e o discernimento vocacional”.

 

Francisco dirige-se aos jovens trazendo-lhes uma mensagem clara de alento e de confiança, recordando-lhes que em Jesus Cristo é possível encontrar-se um modelo / referência, diante dos fracassos e desilusões do momento: “Se tu perdeste o vigor interior, os sonhos, o entusiasmo, a esperança e a generosidade, Jesus apresenta-se diante de ti (…) e, com todo o seu poder de Ressuscitado, exorta-te: “Jovem, Eu te ordeno, levanta-te!” (20).

 

A mensagem e alento que o Papa tenta fazer chegar centra-se sempre na pessoa de Jesus Cristo, para fazer entender que a Igreja será sempre jovem quando é ela mesma. Isto manifesta o tal desejo de mudança que desde o inicio Francisco tem querido implementar ao rumo dos cristãos. Fala mesmo “daqueles que a querem envelhecer, encerrar no passado, detê-la, imobilizá-la”. Como desde a “Alegrai do evangelho”, a sua primeira Exortação, o Papa latino-americano, volta a frisar que a Igreja não é um museu  e que os Jovens são a sua “terra sagrada”.

 

Alerta ainda para os perigos da atualidade: o dos adultos quererem roubar a juventude para si, sobretudo no entendimento do próprio corpo ou dos hábitos; o da discriminação diante dos fenómenos migratórios; o da busca de prazeres passageiros e de êxitos superficiais; o do caráter transitório que está na essência da fase da juventude; as ligações à net que por vezes esvaziam a vida e lhe querem roubar sentido.

 

O documento, publicado a 26 de março e composto por nove capítulos, é um excelente exemplar do pensamento do Papa e do seu desejo de uma igreja ressuscitada da inércia em que parece ver-se cair. De fato, a Páscoa é um momento mais do que oportuno para a Igreja se repensar, todo o tempo pascal é uma excelente oportunidade para regressar às origens e observar o testemunho das primeiras comunidades, do seu carater jovial e da forma desprendida e simples como viviam a fé. Esse mesmo testemunho deveria ser o motivo do novo entusiasmo dos cristãos do tempo presente.

 

A simplicidade dos hábitos, a proximidade das liturgias, o calor das orações e a comunhão dos que põe em Jesus Cristo a sua fé tinham se ser a imagem desta Igreja ressuscitada. Para muitos cristãos, os que têm esse desejo, a Igreja é essa mesma: lugar de encontro e de comunhão que transmite Cristo sempre vivo e animar a sua vida interna.

 

Em cada Páscoa renovam-se as esperanças! Que estas não se esmoreçam nos que acreditam que a Igreja é também sempre nova.

 

Feliz Páscoa!

 

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Luís Freire       Editorial

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