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Quarta-Feira, 26 de Abril
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Onde estou? » Editorial

As politicas de não violência devem começar dentro das paredes da casa

 

Façamos da não violência ativa o nosso estilo de vida”, é o pedido que o Papa Francisco faz a crentes e não crentes para o ano 2017. O pedido é feito na sua mensagem para a jornada mundial da paz celebrada a 1 de Janeiro passado. Francisco reflete sobre” a não violência como um estilo de politica para a paz”.

O Papa Francisco lembra que as politicas de não violência devem começar dentro das paredes da casa para depois se difundir por toda a família humana e neste contexto pede que cessem a violência domestica e os abusos sobre mulheres e crianças. Reclama que esta não violência guie tanto as relações, como as ações pessoais e politicas.

É urgente ir ao fundo do problema. O verdadeiro campo de batalha é o coração humano. O documento pontifício apresenta a não violência como “estilo de uma politica para a paz, a nível pessoal e comunitário, dando como exemplo, às pessoas que sabem resistir a tentação da vingança, protagonizando assim processos, não violentos, na construção da paz. Francisco retoma os seus alertas sobre a “guerra mundial em pedaços”.

Na presente conjuntura económica, social e politica, há razões para legitimamente as pessoas, se preocuparem com a promoção da paz nos diferentes domínios  em que este valor fundamental, se pode consolidar ou destruir, pense-se por exemplo na persistência de causas estruturais que impedem que milhões de seres humanos permaneçam em situação de vulnerabilidade  extrema, configurando situações de violação reiterada de direitos humanos, quando assistimos a tendência para aumentar o volume já exorbitante em gastos em armamento. Isto provoca enormes sofrimentos de que estamos bem cientes: guerras em diferentes países e continentes; terrorismo, criminalidade e ataques armados imprevisíveis; os abusos sofridos pelos migrantes e as vitimas do trafico humano; a devastação ambiental”.

O Papa Francisco frente a estas situações dolorosas faz um desafio a construir a sociedade, a comunidade ou a empresa de que são responsáveis com o estilo dos obreiros da paz e da não violência, tendo as bem aventuranças como programa e desafio. Trabalhar deste modo significa escolher a solidariedade como estilo para realizar a história e construir a amizade social.

A não violência ativa é uma maneira de mostrar verdadeiramente, como de verdade a unidade, é mais importante e fecunda que o conflito. O compromisso da Igreja Católica nesta tarefa traduz-se no novo dicastério para o Serviço Do Desenvolvimento Integral, cujo trabalho se iniciou no dia 1 de Janeiro de 2017, focalizado nos emigrantes, necessitados, doentes, excluídos, marginalizados, as vitimas dos conflitos armados e das catástrofes naturais, entre outros.

“Todos desejamos a paz” e todos podemos ser construtores da paz, conclui a mensagem que se apresenta como uma proposta ousada e corajosa sobre tudo para a ação dos cristãos na sociedade e para todos os homens de boa vontade.

 

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