Director Luís Freire | Fundado em 1913 | Assinatura | Contactos | Publicidade | Ficha Técnica
Entrar | Registe-se | Ajuda
Banner Topo Direita
O semanário mais antigo
do Distrito de Castelo Branco
tempo 20 ºC
Covilhã
Quarta-Feira, 19 de Dezembro
|
|
|
|
|
|
Subscrever RSS Feed RSS Feed
Onde estou? » Editorial

O bem comum exige antes de tudo um grande espírito de cordialidade

Esta frase de grande expressão e exortação, pronunciada pelo Papa Francisco em 2015, em Cuba, usando a sabedoria de Ghandi, a quem primeiramente foi atribuída, não pode ser vista apenas como um cliché.

 

A época natalícia que se avizinha e a comemoração do Dia Internacional do Voluntariado, conjugados com o Ano Missionário, que estamos a viver em Igreja, desperta-nos para a reflexão sobre o nosso contributo e a forma como estamos a deixar vingar a crise do compromisso comunitário, cada vez mais notório, cada vez mais lesivo para o nosso Interior.

 

Todo o Homem percebe que a sua vida só adquire sentido, verdadeiro e pleno, quando encontra realização e descobre a forma de se sentir bem na sociedade na qual se integra. A descoberta do projeto de vida plena nem sempre se realiza no seu desejo profundo. Mas é certo também que, tantas vezes nos escusamos, sob desculpa de não nos querermos comprometer, de não sairmos daquilo que agora está tão na moda que é “sair da zona de conforto”.

 

Comprometemos assim o projeto de serviço: quando rejeitamos as propostas que nos são pedidas e preferimos caminhos de egoísmo, de orgulho e de autossuficiência arriscamo-nos a viver à margem de uma realização que passa, necessariamente pela relação com o outro. Inevitavelmente, isso leva-nos a trilhar caminhos de sofrimento, de destruição, de infelicidade e de morte, porque os fazemos sozinhos.

 

Fomos feitos para ser seres em relação, em convivência e em desenvolvimento de relações integrais, que façam crescer a humanidade e o seu todo e não apenas indivíduos, a quem foi dado um número, talvez um número de contribuinte, e que parece que nada têm mais a fazer se não produzir ou conseguir os lucros suficientes que lhe permitam a sobrevivência.

 

Este é o espírito “anti comunitário” que está a querer vingar no nosso tempo. É talvez o caminho mais fácil, no qual não se preveem desilusões nas relações, nem desgastes por falta de reconhecimento, mas no qual cresce a frustração da solidão, escondida, tantas vezes por um ecrã virtual que apresenta um “el dorado” ao qual não chegaremos por hora.

 

Isto leva-nos a pensar no nosso contributo comunitário. Desafia-nos a perceber como e o que estamos nós a dar para a construção de uma comunidade mais sólida; uma comunidade que encontre o verdadeiro sentido da raiz da palavra que a define: COMUM.

 

Construir a comunidade é precisamente este desejo de que todos possam chegar a este espírito: sentir que todos somos tudo e tudo é para todos. O “bem comum” tão desejado, tem de chegar a todos justa e equitativamente, sem pretensiosismos de querermos a melhor parte, o primeiro lugar ou o lugar destaque. O bem comum exige antes de tudo um grande espírito de cordialidade, de respeito pelo outro, de cedência, abnegação e profunda humildade. Horizonte do qual nos afastamos cada vez mais, ao que parece.

 

O nosso Interior, talvez demasiadamente ostracizado, onde existem “outros Portugais”, com maior razão tem de reaprender a viver a disponibilidade da entrega. É necessário um novo espírito de união, para devolver às nossas terras o muito que elas merecem; unirmo-nos me iniciativas e respeitos mútuos, para fazer crescer os nossos lugares, dotando-o de condições para a nossa própria sustentabilidade comum e não para comprometer o desenvolvimento estratégico de quem já percebeu que se não conseguirmos atrair, voltaremos àquele fatídico “orgulhosamente sós”!

 

Quem não vive para servir, servirá, pois, para viver?

EDITORIAL

Quem não vive para servir…

Luís Freire       Editorial

OPINIÃO

Chamem a polícia...

João Alves
Editorial



Anúncios Imobiliários
 

Armazém


Armazém

Para: Venda
Castelo Branco, Castelo Branco

Consultar

Lagar de Azeite


Lagar de Azeite

Para: Venda
Orvalho, Oleiros

Consultar

Loja


Loja

Para: Arrendamento
Castelo Branco, Castelo Branco

Consultar

Lote de Terreno


Lote de Terreno

Para: Venda
Castelo Branco, Castelo Branco

Consultar

NC TV
 


Inquérito   Inquérito


Jornal Notícias da Covilhã Jornal Notícias da Covilhã - O semanário mais antigo do Distrito de Castelo Branco Jornal Notícias da Covilhã - O semanário mais antigo do Distrito de Castelo Branco, expertmedia, xmedia