"Operação selecção" foi adquada à tesouraria da autarquia
Carlos Pinto, presidente da autarquia covilhanense, frisa que a realização do estágio da selecção nacional de futebol na Covilhã “foi uma operação perfeitamente adequada, razoável e do ponto de vista financeiro perfeitamente compatível com as finanças da câmara”.
Questionado sobre o investimento global feito pela Câmara da Covilhã, o edil informa que ainda não é possível fechar as contas, porque a autarquia tem a receber verbas relativas às transmissões televisivas dos dois jogos de preparação realizados na Covilhã, tal como valores a haver da venda de bilhetes, feita por várias entidades.
“Quando se fala de custos, manda a racionalidade perguntar também pelas receitas. O que é preciso é pôr-se no prato dos custos e dos benefícios tudo. Há custos e benefícios, que são as receitas dos jogos, uma percentagem dos direitos televisivos e a promoção da cidade que nunca foi alcançada nestes parâmetros”, sublinha Carlos Pinto.
“A demagogia mais pobre diz porque é que nessas alturas não ficamos de braços cruzados sem fazer nada e não deixámos ir este estágio para outra cidade”, acrescenta o autarca, quando questionado sobre a verba investida pelo município no estágio.
Segundo Carlos Pinto, em declarações à Rádio Renascença, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) teve custos mínimos, apenas relacionados com a deslocação dos atletas.
“Foi tudo acordado de tal maneira que a FPF teve apenas custos sem grande significado, porque tudo o resto foi da responsabilidade da Câmara”, afirmou Carlos Pinto ao programa Bola Branca. “A estadia nos hotéis foi da responsabilidade da Câmara e cumprimos um caderno de encargos da responsabilidade da equipa técnica da selecção”, referiu.
“Houve muitas cidades que se bateram para ter este estágio. Foi importante para a cidade”, realçou Carlos Pinto na última sexta-feira, 16, após a sessão pública do executivo.
De acordo com o autarca “a Covilhã, apesar da crise, tem as finanças públicas em ordem. O que lhe permite até suportar este tipo de coisas. Era uma oportunidade única de promoção da cidade que chegou a todos os cantos do mundo”. O edil acentuou ainda que considera “primário” que se fale na presença da selecção na Covilhã apenas do ponto de vista financeiro.
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