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Chamem a polícia...

2018-11-14
 


 
Os números é que mandam

 

1-Depois de meses de aparente acalmia, em que parecia que tudo eram rosas, o Interior voltou, nos últimos tempos, a viver sob o espectro dos encerramentos. Depois das estações de CTT em vários concelhos da região, vieram algumas agências bancárias, e agora, ao que parece, alguns serviços públicos, como é o caso da GNR.

 

Se nos dois primeiros casos, se tratam de situações em que o privado decide (e aí o Governo nada pode fazer), no caso da guarda, já não é assim. Na passada segunda-feira, no Parlamento, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, recordou que no caso dos CTT o Governo nada podia fazer porque, devido ao acordo com a Troika, estes eram privados a 100 por cento. Mas frisou não concordar com a estratégia, que considerou “errada”, sobretudo no que toca a sede de concelhos. "Senhor deputado, se me pergunta se eu acho bem o encerramento das lojas, nomeadamente nas sedes de concelhos que está a acontecer, acho mal" respondeu a um deputado do Bloco de Esquerda.

 

Agora, será a altura de alguém por ali perguntar o porquê de se começarem a fechar alguns postos da GNR no Interior, ou, esvaziar serviços, sendo apenas postos de mero atendimento. E se o senhor ministro concorda com tal. Podem as chefias da GNR argumentar que o que conta é o patrulhamento, e que nisso, as coisas até serão reforçadas. Mas valha a verdade, não é a mesma coisa ter um posto médico numa aldeia ou um senhor doutor numa carinha a passar de vez em quando; ou uma biblioteca ambulante, uma vez por semana, como a antiga da Gulbenkian, em vez da biblioteca fixa da vila, que abre todos os dias; ou a escola de ensino à distância em vez da escola pública “in loco”.

 

Valha a verdade, todos os argumentos que se possam ter nunca irão “camuflar” a realidade: há um claro esvaziamento de serviços no Interior. No caso da GNR, fala-se de mudanças em Caria, mas também em Unhais, no Paul. Como já acontecera noutros casos, em aldeias e vilas do Interior. E, no futuro, outros locais se seguirão. E tudo isto, porquê? Porque falta gente. Porque há desertificação. Porque os números é que mandam.

 

Mas também é por cá que existem grandes potencialidades, e bens que, quer queiram, quer não, não existem nas grandes metrópoles. Há 60 anos que a maioria da água que abastece Lisboa é de Castelo de Bode, junto a Tomar; de onde vai o leite, os legumes, as hortaliças, o azeite, os vinhos, as madeiras, e tantos outros géneros que “alimentam” quem vive nas grandes cidades? Que as gentes do Interior, num orgulho beirão que devem sentir das suas terras, “fechem a torneira” também, e depois, à moda da antiga música dos Trabalhadores do Comércio, que “Chamem a polícia”… Se ainda por cá houver alguma. 

 

2- É gritante a carga de impostos que se aplicam em Portugal no que toca aos combustíveis. No passado fim-de-semana, numa tarde de passeio, cruzei a fronteira de Vilar Formoso e, qual bom “tuga”, aproveitei para ir até às bombas de combustível do Gildo, abastecer a viatura. Pois bem, o gasóleo Galp, ali, era oito cêntimos mais barato, em litro, do que na minha terrinha em marca branca, low-cost. E em gasóleo da mesma marca, “apenas” 23 cêntimos a menos. Em casa dez litros, a poupança imediata é de dois euros e 30. Muito dinheiro. Não admira que muitos cruzem a fronteira para ali abastecer, trazer gás (o preço de uma botija cá é o mesmo de duas lá), pois mesmo que não comprem mais nada (e há artigos que ainda valem a pena lá), já ganharam o dia.

 

 
João Alves
 
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