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Viva o 25 de Abril

2018-04-18
 


 
Falta cumprir-se Portugal

 

“ Uma gaivota voava, voava

Asas de vento

Coração de mar

Somos livres, somos livres

Somos livres de voar!”

“E o grito que foi ouvido

Tantas vezes repetido

Dizia que o povo unido

Nunca mais será vencido.”

 

Com a aproximação do 25 de abril, as celebrações com canções e poemas alusivos a tão importante data têm lugar por todo o país. Cá estamos, uma vez mais a fazer jus ao slogan: o povo unido jamais será vencido! Somos livres, somos livres de voar. Seremos? Estaremos realmente unidos ou todos cada um pra seu lado? Estamos vencidos ou mais ou menos?

 

De facto, a sensação de liberdade transversal à democracia nunca foi tão paradigmática como agora. Nunca a oferta foi tão diversificada e tão vasta e ao mesmo tempo nunca fomos tão controlados. Senão vejamos:

 

O nosso quotidiano, sempre a correr, nem nos deixa pensar, tal o modo como somos empurrados e manipulados.

 

-Apanhamos o avião e será que paramos para pensar na alta poluição atmosférica daí decorrente? Mas tem de ser…

 

 -Atendemos o telemóvel e pensamos nos repetidos avisos sobre os tumores malignos na cabeça? Mas tem de ser…

 

-Enchemo-nos de adrenalina, sejamos adeptos ou não adeptos com a violência e corrupção que grassam no futebol e continuamos prisioneiros e devotos do nosso clube de eleição? Mas tem de ser…

 

-Vestimo-nos porque a moda assim o dita, em nome de uma dita elegância, num dress code tantas e tantas vezes altamente desconfortável e perigoso para as colunas das senhoras? Mas tem de ser…

 

-Seguimos normas do nutricionista e do” personal trainer”, quando afinal o que nos apetece é comer, mas em nome do culto do corpo e da saúde, arranjamos depressões porque afinal não comemos o que nos apetece, nem confiamos minimamente na maior parte dos produtos considerados gourmet? Mas tem de ser…

 

-Entregamos os nossos idosos num lar, ”acreditando” que tudo funciona às mil maravilhas e, num social correto, nem nos queixamos do que quer que seja—porque ainda os podem mandar pra nossas casa? Mas tem de ser…

 

-Abandonamos os doentes nos hospitais? Mas tem de ser…

 

-Sofremos horrores nos empregos mas pensamos na” tal subidinha” e o melhor é calarmo-nos? Mas tem de ser…

 

- O vizinho do lado fica rico do dia pra noite e ninguém diz nada? Isto é assim? Mas tem de ser…

 

Ai tem?

 

Mais vencidos não podemos estar e mais presos do que isto duvido que possamos estar também.

 

Soluções? Não tenho. Mas acredito piamente que” falta cumprir-se Portugal” como dizia Fernando Pessoa e acredito também que, embora, ultimamente, o nosso país tenha voado bastante e tenha ganho tudo o que havia para ganhar, sei, igualmente, que, muitas vezes, tudo é cíclico e que, para não termos pés de barro, urge investir nas populações, em geral, quer na educação, quer na cultura. Urge que sejamos um pais de vanguarda no que diz respeito a estas áreas e à produção artística daí decorrente.

 

 Ora, neste panorama, embora com algumas iniciativas de louvar—noticiaram hoje algo que se relaciona com a problemática da efetivação e reconhecimento dos professores ligados às artes como música e canto—Creio poder dizer que a procissão já saiu da igreja, mas que  ainda vai no adro.

 

Ainda assim, pois que viva o 25 de Abril!

 
Maria da Graça Sardinha
 
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