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As janelas manuelinas da Casa da Hera

2016-05-11
 


 

É igualmente importante não omitir que vários covilhanenses souberam preservá-las

 

 

No princípio dos anos cinquenta do século vinte foi construído o Teatro Cine da Covilhã. Na zona utilizada para implantar o edifício havia vários terrenos e casas entre as quais a que suportava as janelas manuelinas, que são pertença do município.     

 

Foi cometida à empresa proprietária do Teatro Cine a guarda das janelas até que a Câmara Municipal da Covilhã determinasse a sua utilização. Passaram cerca de setenta anos e agora finalmente e muito bem, a Câmara deliberou expô-las, em lugar próximo da sua situação original.

 

Fui surpreendido com as declarações, transcritas na imprensa, de responsáveis municipais, afirmando que as janelas tinham “estado perdidas durante 70 anos, não desmerecendo a sua devolução à fruição pública que devem naturalmente ter. Parece-me de elementar justiça recordar que durante estes anos todos, ouvimos várias vezes o Dr.Crespo de Carvalho falar e escrever sobre as janelas indicando o local onde se encontravam. O Dr. Júlio Pina Bicho em reuniões do Rotary Clube da Covilhã, várias vezes referiu a responsabilidade de ser fiel depositário das mesmas e referia as diligências que, junto de vários executivos camarários, tinha feito para entregar as janelas. Quando o Dr Francisco Pimentel comprou, à família Pina Bicho, o edifício onde actualmente tem o escritório, foi informado pelos vendedores da existência no terreno das janelas manuelinas e do facto das mesmas pertencerem à Câmara Municipal da Covilhã.

 

Estando eu na Camara, em substituição do presidente, fui contactado pelo Sr. Dr. Pimental pedindo para que as peças escultóricas fossem removidas em virtude de necessitar do espaço.

     

Após a minha aposentação, transmiti a todos os executivos camarários e sucessivos responsáveis do departamento de cultura a indicação do local em que as janelas estavam guardadas, até por questões de receio que as mesmas pudessem ser esquecidas no local de depósito.

 

As janelas têm um elevado valor histórico, estético e patrimonial mas é igualmente importante não omitir que vários covilhanenses souberam preservá-las evitando que durante setenta anos estivessem “perdidas” ou, pior, estivessem hoje a servir de decoração particular e como tal furtadas à fruição pública a que foram devolvidas.

 

 

 
Alberto Alçada Rosa
 
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