O Governo anunciou a suspensão de novas concessões rodoviárias, entre as quais se inclui o IC6, depois de na semana passada ter inscrito essas obras no Orçamento de Estado.
Na segunda-feira, 1, o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, informou do retrocesso num projecto há muito reclamado na região. Para além da concessão da Serra da Estrela, as do Vouga, Tejo Internacional e Ribatejo estão também incluídas no mesmo pacote das que tinham o lançamento do concurso em preparação e vão continuar à espera.
Previa-se que no primeiro semestre deste ano a obra fosse concursada, mas tal já não vai acontecer. À semelhança do IC6, os projectos do IC7 e do IC37 são igualmente metidos na gaveta.
“Chegou-se a um momento em que importa reavaliar as prioridades do Plano Rodoviário Nacional, elaborado no ano 2000, face aos objectivos definidos para os outros modos de transporte e tendo, também, em consideração as condições económico-financeiras actuais e futuras e o custo de oportunidade dos investimentos”, justificou o ministro.
No caso das vias já adjudicadas, ou em fase final de concurso, a situação mantém-se inalterada.
A decisão do Governo vem atrasar, por tempo indeterminado, a construção da ligação a Coimbra, com a suspensão do troço entre Covilhã e Tábua, o IC7, entre Oliveira do Hospital e Fornos de Algodres e o IC37, entre Viseu e Seia. A Estradas de Portugal já tinha recebido a autorização para dar andamento ao lançamento do concurso, em Agosto de 2009.
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