Daniela, a única jogadora no Sporting da Covilhã, tem contribuído para o respeito natural da diferença

 

 

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Uma entre iguais

2017-03-03
 


 

Daniela, a única jogadora no Sporting da Covilhã, tem contribuído para o respeito natural da diferença

 

 

Ela serpenteia, de cabeça levantada, entre os colegas. Usa o porte para proteger a bola e a técnica para manter o esférico colado ao pé direito. No momento certo, faz o passe, com precisão e critério. Aqui não se dissiparam estereótipos. Afinal, Daniela Peralta, dez anos, é, como sempre foi nas suas equipas, a única. Mas nas camadas jovens do Sporting da Covilhã o futebol não é para rapazes nem para raparigas. É para quem gosta de o jogar, independentemente do género. É assim que estas crianças estão a crescer, sem um preconceito que podia correr o risco de criar raízes.

 

Daniela começou a jogar aos sete anos. Via o irmão e pediu ao pai para a levar a um treino. O talento contribuiu para a integração, num processo natural, em que nunca ninguém sentiu qualquer discriminação, garantem. No grupo de 16 benjamins, ela é uma entre iguais. Sem adversativa.

 

No relvado, ao lado, treinam outros escalões, sempre a ver Daniela numa perspectiva de igualdade. Apesar de ser a única no clube, olham para a inclusão de uma rapariga como um factor de normalidade. Dentro do grupo não se problematizam concepções de género na modalidade. Daniela trouxe com ela para o campo não apenas uma boa visão de jogo e assinalável controlo de bola. Involuntariamente, ajudou a implementar uma prática inclusiva na formação dos serranos, que contribui para desconstruir ideias feitas e a educar para a paridade.

 

“Gostava de ter mais raparigas na equipa, se fossem como ela”, elogia Rodrigo Pinto, dez anos. “Joga melhor do que muitos de nós”, reconhece Manuel Moiteiro. André Melchior estranha a pergunta se o futebol é coisa de rapazes. “É para quem gostar”, afirma, taxativo.

 

O desporto é também encarado como uma escola de cidadania e Luís Pinto, um dos pais que assiste ao treino, assegura que ela “nunca foi vista como um elo mais fraco”. Até se nota alguma admiração, por já ter sido várias vezes convocada para a selecção distrital sub-16. E entende que este convívio pode ajudar o filho e os colegas a transportarem este respeito pelo sexo oposto para outras dimensões da vida.

 

Rui Campos, outro dos pais, vinca que Daniela “é uma entre iguais”. “Saber jogar bem, ajuda”, acrescenta. Carla Duarte, mãe de um colega, associa a inexistência de mais raparigas “ao hábito, não a uma questão de mentalidade”. O hábito de levar os meninos para o futebol e as meninas para outras modalidades.

 

“Jogar futebol faz-me feliz”, sintetiza Daniela. Por isso já tentou incentivar colegas de escola, ainda sem sucesso. Em todas as equipas, sempre foi a única. Por isso, a experiência na selecção, num distrito onde há apenas 56 praticantes, face aos 2.123 masculinos federados, foi diferente.

 

O pai, António Peralta, que a acompanha aos treinos, sublinha o entusiasmo de Daniela e a naturalidade com que observa esta paixão. A mãe, ainda que não se tenha oposto, franziu o sobrolho, por ser a única rapariga.

 

Jorge Pereira, treinador, destaca a jogadora “tecnicamente evoluída, comunicativa, com uma personalidade forte” e que faz parte dos capitães de equipa. No grupo “é e sempre foi tratada de igual forma”. Patrick Silva, adjunto, acentua a “boa relação com a bola” que Daniela evidencia.

 

A vertente desportiva é importante, mas Jorge Pereira realça a preocupação com outros valores. Daí a insistência no empenho escolar. E em contribuir para a igualdade de direitos e oportunidades.

 

 
Ana Ribeiro Rodrigues
 
Tags: Futebol, Sporting da Covilhã, formação, educar para a paridade, respeito pela diferença
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