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Almeida Santos é nome de sala

2010-06-23
 


 
Na Assembleia Municipal da Guarda

 

 

O histórico socialista António de Almeida Santos reafirmou na passada sexta-feira, 18, na Guarda que considera José Sócrates como “o melhor primeiro-ministro que o País teve depois do 25 de Abril”. “Já escrevi que, em termos de juízo global, o melhor primeiro-ministro que o País teve depois do 25 de Abril, na área socialista, foi o engenheiro José Sócrates”, afirma Almeida Santos.

 

 

O antigo presidente da Assembleia da República falava na Guarda, durante uma homenagem promovida pela Câmara local, que atribuiu o seu nome à Sala da Assembleia Municipal, por ter sido o primeiro presidente eleito após o 25 de Abril. António de Almeida Santos, que teve a seu lado o primeiro-ministro, não poupou nos elogios a José Sócrates, ao referir que tem “pelo primeiro-ministro e pelo cidadão José Sócrates, uma admiração ilimitada”. “Não direi que sou fanático, mas a verdade é que já tive oportunidade de lhe dizer isso e de escrever que nós tivemos três grandes primeiros-ministros”, declarou, referindo Mário Soares, António Guterres e José Sócrates. Ainda em relação a Sócrates, sublinhou que “é um grande orador” e “tem todos os dados da política portuguesa na cabeça”, apontando que “ainda ninguém lhe fez uma pergunta que ele não soubesse responder, e responde sempre com dados concretos”. Almeida Santos também disse que dos três primeiros-ministros do PS, o actual “foi o mais inovador em matéria de reformas”. “José Sócrates só tem feito reformas, não tem feito outra coisa e tem feito reformas de um alcance que tem sido menosprezado pela crítica e até pelas oposições portuguesas”, afirma.

 

 

Recorda reformas realizadas na saúde, na educação – “uma espantosa reforma” -, nas novas tecnologias e nas energias alternativas, entre outras. Também lembrou que o actual primeiro-ministro, quando chegou ao poder “herdou uma situação financeira caótica” e em três anos reduziu o défice público “a três por cento”. O histórico socialista observa que “já ninguém fala nisso” mas aponta que Sócrates “conseguiu fazer isso, sem que o povo o punisse por tê-lo feito, porque estas coisas só se conseguem com medidas pouco simpáticas à população”. Diz que devido à crise económica mundial, “a mais grave crise dos últimos 80 anos”, o primeiro-ministro “está outra vez a ter que tomar medidas pouco simpáticas”.

 

 

 
Notícias da Covilhã
 
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