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Empresário veste empregados com cores de Portugal

2010-05-26
 


 
No Tortosendo

Para o empresário covilhanense Vítor Gigante o Mundial de futebol da África do Sul não é apenas um torneio, mas também uma oportunidade de negócio, com a comercialização de fardamentos para a restauração, com as cores nacionais.

 

A ideia surgiu durante o Euro 2004, quando o empresário de artigos de hotelaria começou a distribuir aventais, jalecas e outros uniformes criados pelo primo Miguel Gigante, estilista.

 

Em pouco tempo quase todos os cafés e restaurantes da região tinham os funcionários vestidos com os artigos dos primos Gigante. A moda alargou-se a outros estabelecimentos do País e também à comunidade emigrante em França.

 

Com o estágio da selecção portuguesa na Covilhã a colecção voltou a ser procurada. “Nunca deixámos de comercializar, mas é um artigo sazonal. Agora com a aproximação ao Mundial notou-se um acréscimo nas vendas”, conta Vítor Gigante.

 

A grande diferença é que a procura é apenas na região. “Está-se a vender bem porque temos a selecção na Covilhã, senão estaria parado. Em 2004 notou-se uma ambiente diferente”, salienta.

 

O empresário nota o mercado “retraído, principalmente a restauração”. As vendas não se comparam ao que aconteceu na altura do Europeu de futebol de 2004, quando saíram do armazém mais de 1500 aventais, mas a procura tem sido significativa.

 

“Gosto de ver a restauração com estas peças. Não é só para vender, mas porque fica bonito. E as pessoas que trabalham na restauração acabam por ser uma montra”, sublinha o proprietário da Gigotel. “É agradável ver uma coisa que nós criámos em todo o lado nos espaços comerciais”, acrescenta.

 

Os preços variam entre os cinco euros e 50 cêntimos, o avental e cintura, e os 25 euros a jaleca de cozinheiro, igual à que deixaram na cozinha de um dos hotéis onde a equipa das “quinas” está instalada. Preços semelhantes aos das restantes colecções.

 

E se antes as peças eram feitas, “sem receio de não vender”, na fábrica de confecções de que os primos Gigante eram proprietários, agora são encomendadas a outras empresas, com maior contenção nos pedidos.

 

“Embora a procura seja menor que no Euro 2004, estamos a vender bem”, frisa Vítor Gigante. Para aproveitar a ocasião a loja da Gigotel, no Parque Industrial do Tortosendo, recebe os clientes à entrada com manequins que envergam as peças em sarja de algodão de cor verde, amarela e vermelha.

 

 

 

 
Ana Ribeiro Rodrigues
 
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