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As datas que ficaram por assinalar

2018-11-07
 


 
Por cá, infelizmente o ano não foi pródigo na evocação de acontecimentos

 

O ano caminha rapidamente para o seu final. Os dias mais pequenos, o tempo comercial expresso nas decorações de Natal ou na preocupação em garantir um lugar para o Réveillon, em determinado hotel, lembram-nos isso mesmo. Não obstante, continuamos reféns da rotina quotidiana, presos numa espécie de presente contínuo, vítimas de um tempo sem tempos.

 

De quando em quando, assalta-me a tranquilidade, a velha premissa de Marc Bloch, tantas vezes dita e refirmada, tantas vezes pensada e repensada, lembrando que, “da incompreensão do passado nasce fatalmente a ignorância do presente”. Pontualmente, lá surge uma boa notícia que, por pequenina que seja, se assume como um poderoso manifesto contra o mundo do Homem sem pretérito, em que vivemos. Na última semana assistimos, pela comunicação social, às comemorações dos 600 anos da descoberta da Madeira, vimos um povo unido, com o seu representante máximo, o Presidente da República, celebrar a memória coletiva de uma nação. Mais que evocar uma data, tratou-se de manter o brilho de um acontecimento, não importando se lhe chamamos descoberta, achamento, ou à maneira de Pessoa, tempo dos encontros. Na mesma semana, no último domingo assinalou-se condignamente, com o maior desfile militar de sempre em Portugal, na Avenida da Liberdade, o 100ª aniversário do fim da I Guerra Mundial, na qual Portugal também participou. Não se festejou a guerra, antes se celebrou a forma como os povos resistiram à adversidade de um evento que eles próprios criaram, assinando o Armistício e prometendo que mais não repetiriam os erros do passado.

 

Por cá, infelizmente o ano não foi pródigo na evocação de acontecimentos que os números redondos tem o condão de colocar na nossa memória coletiva. Em 4 de Março, perfaziam-se os 400 anos do nascimento de Simão Pinheiro Morão, médico covilhanense, de ascendência judaica, considerado um dos pais da medicina no Brasil, ninguém o lembrou. O país tem assinalado os 520 anos da chegada à India por via marítima, teria sido uma excelente oportunidade para clarificar o papel de Pero da Covilhã que para a maior parte dos covilhanenses contínua a ser apenas a figura que deu nome a uma escola, e feições a uma estátua que se ergue na Praça do Município. A mesma evocação teria servido para dar a conhecer a vida e obra de Frei Pedro da Covilhã, o frade trinitário que acompanhou, como capelão, Vasco da Gama, tendo sido o primeiro a celebrar missa na India onde foi martirizado, a 7 de junho, desse mesmo ano. Também Frei Heitor Pinto nasceu há 490 anos, mas nem por sermos uma cidade universitária, a sua vida e obra foi relembrada. Bem que precisava, pois a sua obra literária tornou-o num dos maiores expoentes intelectuais do Renascimento Português ainda que, na sua terra natal, não passe apenas de mais um ilustre desconhecido.

 

São apenas três exemplos de muitos outros que poderiam aqui ser referidos, esperamos que em 2019, por cá, se dê mais significado às datas, para não corrermos o risco de nos tornarmos insignificantes num tempo que corre sem referências.

 

 
Carlos Madaleno
 
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