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Há uma outra feira por trás da Feira de São Tiago

2018-07-20
 


 

Antes de as portas abrirem e de o movimento começar, há muito trabalho a fazer

 

As luzes coloridas ainda não acenderam. A sineta ou a buzina a indicarem o fim de cada volta não soam. A música num volume generoso não se ouve, nem os carris metálicos a circularem, as gargalhadas das crianças ou o choro dos mais pequenos que queriam dar mais uma voltinha. Isso é só depois, quando tudo estiver montado, as noites derem outra vida ao espaço e o burburinho se fizer sentir. Antes há muito trabalho a fazer, durante dias, para montar a Feira de São Tiago, que começou na sexta-feira, 14, e se prolonga até 25 de Julho.

 

José Nogueira, 68 anos, e a esposa, Deolinda, chegaram duas semanas antes. Há que requisitar água, luz, que tratar das burocracias e montar o equipamento. Com a esposa condicionada, há três anos, numa cadeira de rodas, tudo tem de ser feito com tempo.

 

“A segurança é o mais importante. Por isso temos de ter atenção desde a base, para não haver desequilíbrios”, comenta José Nogueira, de Marco de Canavezes, enquanto experimenta o carrocel e verifica os níveis.

 

A um dia do certame começar, o casal já não tem muito a fazer. Limpa o pó às diversões, faz as tarefas domésticas e descansa, nas cadeiras instaladas debaixo do toldo atado entre o camião, a rulote e a cabine da bilheteira, para mitigar o calor “deste Tarrafal”.

 

É assim que vão ser também passadas as próximas duas semanas, de dias longos de espera e noites que se desejam agitadas. “Há feirantes que vão passear, conhecer as terras à volta. Nós não podemos sair daqui. Não podemos abandonar as coisas. Sair, só para ir à farmácia, ou ao hipermercado”, conta Deolinda, a quem a doença não tirou o cumprimento caloroso, a postura afável e a boa disposição.

 

Há uma vida inteira que é este o seu ganha-pão.  “O meu filho, quando nasceu, saiu do hospital e foi para as feiras”, lembra Deolinda. Entretanto pararam, mas a reforma pouco acima dos 200 euros e a partida do filho para a Suíça fizeram-nos voltar ao negócio, incerto e com muitas despesas associadas, dos combustíveis, às portagens, passando pela inscrição de 800 euros na feira, queixa-se Deolinda, receosa de as condições meteorológicas afastarem a clientela. “Se chove, não se ganha nada”, vinca.

 

Reportagem completa na edição impressa do NC.

 
Ana Ribeiro Rodrigues
 
Tags: feira de são tiago, feirantes, covilhã, feiras.
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