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Tempos que correm

2018-06-27
 


 
Viva a bola, mesmo sabendo-se que “o mundo é uma bola e quem nela anda é que se amola”

 

 

Há mais ou menos um ano, por esta altura, as chamas espalhavam-se por montes e vales deixando rastos negros não apenas por onde passavam, mas nos olhares de todo o nosso rectangulozinho que, muitas vezes, só se desperta quando as coisas são retocadas pelas desgraças ou pelos azares. Temos que aprender com o que nos vai acontecendo no dia a dia, sem perdermos de vista o equilíbrio que deve resultar das variadas formas de aprendizagem onde a família, a escola e o meio social têm que ser exemplos vivos que, em muitas situações, descuramos ou nem sequer queremos saber deles, mesmo que nos passem à beirinha da porta.

 

Que estamos sempre a aprender é um facto, mas aprender com as desgraças deveria ser mais que motivo para evitá-las e nos precavermos não apenas daquelas que diretamente nos vão atingindo, mas de muitas outras que pensamos não terem nada a ver connosco e, se for com os outros, eles que tratem do que é seu.

 

A temática incendiária tem ocupado tempos e espaços que vão bulindo com muito boa gente. Só que a vegetação, rasteira e a mais crescida, que vai sendo desbastada a olhos vistos, passado pouco tempo está novamente a florir se não houver atenção, certezas no olhar e braços que se disponham a transformar os bens que julgamos inúteis, em valores ambientais que não podem ser desprezados, carecendo, sim, de uma natural assistência e comprometimento.

 

O decréscimo populacional que nos vai caraterizando, atirando, para uma doentia desertificação, espaços que antes abarrotavam de gente miúda e graúda, tem deixado para trás algumas preocupações que bolem com o sentido ambiental que a todos envolve.

 

A aprendizagem escolar, de certo modo limitadae tão criticada em nossos dias, só por si não é suficiente para a melhoria de uma sociedade que com todos deve contar. Se o ambiente familiar não for uma parte sobranceira da quinta social, onde nos encontramos implantados com esperança de crescermos e florescermos, o caudal incendiário não deixará de atingir-nos, isto é, a listagem dos azares não mais deixará de se manifestar e nos confrontar com a realidade.

 

O que nos vai motivando agora e nos vai fazendo esquecer, de certo modo, as lamúrias que acabo de abordar e outras provenientes do labirinto empresarial onde as  greves se misturam com descontentamentos nos sistemas educativo, de saúde, transportes e outros, é o enredo futebolístico que continua a movimentar gente e mais gente, que vestida de camisolinhas coloridas e enfeitadas à maneira, dão vivas e glórias à sua pátria querida, aos seus agentes desportivos e carismáticos.

 

Viva, portanto, a bola mesmo sabendo-se que “o mundo é uma bola e que quem nela anda é que se amola”.

 

Da bola, de facto, podem também brotar alguns chutos incendiários que, atiçados por certos ventos linguísticos, são bem capazes de provocar queimadas nem sempre fáceis de controlar. Mas através da bola podemos também construir momentos de amizade, de salutar convívio com partilha de valores indispensáveis à construção de um bem que desejamos comum.

 

Este e outros ensinamentos são réstias de algumas caminhadas levadas a efeito nas pistas e caminhos desafogados do Complexo Desportivo da nossa Cidade onde grupos se contagiam, acabando por trocar ideias e falar de coisas sérias e menos sérias, a ponto de até amistosamente recomendarem:

 

- Não te esqueças de falar destas coisas numa das tuas crónicas com que nos vais entretendo de vez em quando…  

 

O prometido é devido.

 
Sérgio Gaspar Saraiva
 
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